Fender apaga post com fala considerada machista contra mulheres brasileiras

Uma publicação feita pela página da Fender nas redes sociais gerou polêmica e acabou sendo apagada. O post trazia um comentário considerado machista sobre mulheres brasileiras.
Foto: divulgação

Uma publicação feita pela página da Fender nas redes sociais gerou polêmica e acabou sendo apagada. O post trazia um comentário considerado machista sobre mulheres brasileiras.

A situação, na verdade, envolveu uma repostagem feita a partir de um luthier da Fender Custom Shop, chamado Dennis Galuszka. O profissional divulgou, em janeiro, uma foto de duas guitarras Jazzmaster com braços feitos a partir da madeira jaracandá, em sua versão do Brasil.

A legenda escrita por Galuszka e compartilhada agora pela Fender não caiu bem. O texto dizia: “Um par de brasileiras. Prontas para ficarem penduradas em seu pescoço ou sentadas em seu joelho. Elas tocam honestamente e soam incríveis”.

Fender e a polêmica com mulheres brasileiras

Os internautas receberam a postagem com opiniões divididas. Um dos comentários que mais se destacou em meio ao debate foi o de Camilla Charlesworth, baixista da banda de Donna Missal e da The Veronicas, que disse: “Ótimas guitarras, como sempre, Fender. Sinto, porém, que essa legenda foi desnecessária. Sente o mesmo?”.

Outros usuários, incluindo mulheres brasileiras, também expressaram reprovação à legenda do post divulgado. “Como mulher brasileira, essa legenda me soa um pouco estranha”, afirmou uma. “Amo a Fender, mas não essa legenda machista”, disse outra.

Em seu perfil, numa sequência de Stories no Instagram captados pela Guitar Magazine, Camilla Charlesworth explicou por que sentiu-se incomodada com a postagem da Fender. A musicista destacou que nem mulheres, nem brasileiros gostam de serem retratados dessa forma.

“Referem-se aos instrumentos como mulheres brasileiras que estão prontas para serem penduradas em seu pescoço e sentarem em seus joelhos. Mulheres, brasileiros, pessoas em geral não querem ser representados dessa forma e definitivamente isso indica uma ideia de que pessoas de outras etnias ou mulheres de outras etnias são submissas, exóticas e sexualizadas”, declarou a baixista.

Diante da repercussão negativa, a Fender apagou a publicação horas após colocá-la no ar. A empresa não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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