Fender luta para se manter forte no mercado

As vendas caíram devido à macroeconomia e com os golpes de Wall Street

A Fender Musical Instruments Corporation é a maior fabricante mundial de guitarras. Sua Stratocaster, que estreou em 1954, ainda é uma das mais vendidas. Mas a empresa, com sede em Scottsdale, no Arizona, está lutando para se manter no mercado. As vendas e os lucros caíram não só devido à macroeconomia, mas também com os golpes de Wall Street. é o que revela a reportagem de Janet Morrissey, do jornal New York Times.

A empresa de investimentos privados Weston Presidio controla quase a metade da companhia e está procurando uma saída. Ela pressionou a abertura do capital da Fender em março e recebeu críticas de que a empresa estava em liquidação. Para vergonha da Fender, os investidores recuaram. Eles ficaram preocupados com o alto preço e sobre como a Fender poderia continuar crescendo.

Esse é o problema. Os tempos mudaram, assim como a música. Antes, as guitarras elétricas moviam o rock e o pop. Hoje, “racks” de toca-discos, “drum machines” e sintetizadores “samplers” conduzem músicas como o hip-hop. As guitarras elétricas, embora importantes, perderam parte de sua antiga magia.

A Fender também foi prejudicada pela crise econômica na Europa, região que responde por 27% das vendas. A situação no continente poderá afetar a empresa durante anos.

Analistas dizem que, há algumas décadas, a Fender, pressionada para cumprir as metas de lucros trimestrais, fez uma série de cortes de custos que causaram uma perda de qualidade e uma queda precipitada nas vendas.

Enquanto isso, no Japão a Yamaha começou a ganhar participação de mercado com guitarras baratas e de alta qualidade. Em 1980, a Fender divulgou um prejuízo de US$ 10 milhões.

A Fender gradualmente se recuperou nos anos 1980 e 1990, melhorando a qualidade, treinamento e supervisão e começando a fabricar guitarras internacionalmente, especialmente no Japão e na Coreia do Sul.

Restaurar a qualidade foi crucial, disse Bill Mendello, ex-chefe da Fender e hoje membro de seu conselho administrativo. Artistas como Clapton, que modificou sua Strat “Blackie”, ficaram impressionados com a qualidade da Fender.

Leo Fender morreu em 1991, aos 82 anos. Em 2001, Weston Presidio entrou em cena e comprou 43% da Fender por US$ 58 milhões.

Um dos maiores concorrentes das novas guitarras Fender são as antigas Fender. Muitos músicos acreditam que as Fender dos anos 50, 60 e até 70 têm algo especial, quando analistas dizem que a qualidade piorou. Os preços das Fender “vintage” dispararam.

Diante do cenário preocupante, resta observar qual será o próximo passo dessa gigante empresa do mercado guitarras.

Fonte: Folha de São Paulo

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