Cobertura: Explosions In The Sky em São Paulo

O grupo é um dos principais nomes do post-rock mundial
Pense em uma sonoridade atmosférica, sentimental e melancólica. Repleta de alternâncias entre momentos calmos e tensos. Muitas vezes minimalista, mas plenamente verdadeira em emotividade. Música alternativa instrumental que, facilmente, poderia ser a trilha sonora de sua vida. Esse foi o som apresentado pelo Explosions In The Sky ontem (23), em São Paulo, para cerca de 500 fãs privilegiados.

A banda americana, que veio pela primeira vez ao Brasil, se enquadra no chamado post-rock. O termo foi criado por Simon Reynolds, crítico musical inglês, em 1994, ao definir o som do disco Hex, da banda Bark Psychosis. Rótulos e formalidades à parte, a sonoridade do Explosions In The Sky toca (e bate forte) na alma – é mais fácil definir assim.

O clima frio e levemente chuvoso que a capital paulista apresentou foi perfeito para o som do grupo. O show começou às 21h30 – pontualidade inerente às apresentações realizadas pelo SESC (o evento ocorreu na unidade Belenzinho). O guitarrista Munaf Rayani deu as boas-vindas, e os caras já começaram com um dos maiores sucessos, “First Breath After Coma”.

O grupo conta com três guitarristas (Michael James e Mark Smith completam o time). A sintonia entre eles é absurda. As linhas não se chocam, pelo contrário: se complementam de tal forma que lembram uma orquestra – orquestra essa que soa visceral e suja em muitos momentos. Mas não se engane: o som de guitarras do Explosions In The Sky é prioritariamente limpo. Os amplificadores Fender valvulados garantem um som lindo e cintilante, acompanhados pelos efeitos de reverb e delay para dar a ambiência envolvente característica do conjunto. No palco, os instrumentos utilizados foram uma Fender Toronado, uma Ibanez Talman e uma Stratocaster, além de um baixo Precision.

Um dos principais momentos foi a música “Your Hand In Mine”, talvez a mais conhecida da banda. Confira a gravação realizada por Rodolfo Yuzo:

Na plateia, era possível ver pessoas com todas as feições: sorrindo, pensativas, de olhos fechados, chorando. A música do Explosions é conhecida por transportar os ouvintes a outros lugares. Cada um presente no SESC estava em seu próprio mundo imaginativo, e aposto que não queria sair de lá tão cedo.

Após nove músicas, o show acabou às 23h, mas o impacto que o Explosions In The Sky deixou em cada um vai durar por muito, muito tempo. Até a próxima visita ao Brasil, no mínimo.

Texto por Fernando Paul.

Curtiu? Compartilhe!

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram
Share on email
Email

Deixe o seu comentário

Publicidade

Top 5 da semana

Grátis!

Leia agora, a nova edição da revista Guitarload!

Informação, entrevistas, lançamentos e muito mais!