Tony Iommi conta vida trágica em autobiografia

O guitarrista perdeu as pontas dos dedos em um acidente 
Em meio à verdadeira enxurrada de autobiografias de rock stars que estão sendo publicadas, a do guitarrista Tony Iommi, do Black Sabbath, é uma das mais novas a sair no Brasil.

Iommi é o cara de aspecto soturno que faz a linha durão dentro do Black Sabbath. Bom de briga desde os tempos em que tinha de enfrentar as gangues de Birmingham, sua cidade natal, na adolescência, ele é aquele membro da banda que fica de “cara” (nem sempre, é claro) enquanto os outros estão doidões, para manter as coisas sob controle.

Se hoje faz parte do clube de roqueiros respeitáveis, com a banda devidamente entronizada no Rock’n’Roll Hall of Fame, Tony já passou por poucas e boas.

O título Iron Man (Homem de Ferro) faz referência a um dos rocks mais famosos do Sabbath, mas certamente é uma alusão ao fato de ele ter sobrevivido a muitas barras. A mais famosa delas, a perda das pontas de dois dedos da mão direita – a que ele, canhoto, usa para pressionar as cordas no braço da guitarra – num acidente de fábrica quando tinha 17 anos.

O braço e a mão direitos seriam nos anos vindouros fontes de eternas dores, com problemas de túnel carpal, rompimento de tendões, mordidas de rottweiler e a desintegração da cartilagem na articulação do polegar. Assim, tocar para ele sempre foi um processo doloroso.

Para nós, brasileiros, a revelação mais bombástica do livro é que a avó paterna de Iommi, que ele não conheceu, seria brasileira. “Acho que minha avó era do Brasil”, revela logo no primeiro capítulo. E fica só nisso.

Quando a biografia foi publicada em 2011, Iommi ainda não havia sido diagnosticado com linfoma. Mas, a julgar pelo capítulo final do livro, ele já parecia saber ou sentir algo: “Só o que espero atualmente é, daqui a alguns anos, ainda estar aqui. Gosto da vida que tenho agora, de verdade”.

Frases de Tony Iommi na autobiografia

Música – “Meu amor pela música nasceu assim, comigo no meu quarto, ouvindo ótimas bandas de guitarra instrumental, como The Shadows, no meu radinho. Isso me fez ter vontade de tocar guitarra também”

Acidente – “Depois de voltar do horário de almoço, pisei no pedal e a prensa veio direto na minha mão direita. Quando puxei a mão de volta por reflexo, as pontas dos meus dedos foram arrancadas”

Técnica – “Parte do meu som advém da aprendizagem de tocar principalmente com os dois dedos bons, o indicador e o mindinho. Faço os acordes com eles e depois aplico o vibrato. Uso os dedos decepados especialmente nos solos”

Cordas – “Fui o primeiro a ter a ideia de fazer cordas mais finas, simplesmente porque precisava achar uma maneira de tornar a guitarra mais fácil de tocar para mim”

Maldição – “Quando recusamos um convite para tocar na noite de Walpurgis, em Stonehenge, uma seita lançou uma maldição sobre nós. Levamos isso muito a sério. Foi quando começamos a usar as cruzes”

Crítica – “A imprensa nos odiava e nos bombardeou de críticas por todos os lados… Foi somente quando o grunge se popularizou, e todos aqueles músicos disseram que o Black Sabbath tinha sido uma grande influência, que nos tornamos a sensação do mês ou a sensação do momento”

Drogas – “Em determinado momento estava cheirando cocaína demais. Poderia ter dito ‘Vou para a reabilitação’, mas não o fiz. Parei por vontade própria. é preciso ter muita determinação e isso é algo que realmente tenho”

Hotéis – “Aos 60 anos ou mais, não jogamos mais televisões pelas janelas. Não conseguimos mais carregá-las”

Turnês – “O primeiro show de uma turnê geralmente deixa a gente meio ‘aaah!’. No segundo show, você fica mais relaxado. E é nesse que tudo dá errado”

Liderança – “Eu era a força motriz da banda… Vi que precisavam de algum controle”

Ficha Técnica:

Iron Man: minha jornada com o Black Sabbath

Autor: Tony Iommi

Editora Planeta

400 páginas

R$ 39,90

Fonte: Portal A Tarde

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