Vinnie Colla: um brasileiro no Inglorious, banda revelação mundial do hard rock

Nem todo brasileiro fã de rock parece saber, mas o Inglorious, banda britânica que desponta como revelação mundial do hard rock, tem um brasileiro em sua formação: o baixista Vinnie Colla, que entrou para a banda em 2019.
Foto: Neil Clarke / divulgação

Nem todo brasileiro fã de rock parece saber, mas o Inglorious, banda britânica que desponta como revelação mundial do hard rock, tem um brasileiro em sua formação: o baixista Vinnie Colla, que entrou para a banda em 2019.

A história da entrada de Vinnie Colla para o Inglorious é curiosa. No início de 2019, os dois guitarristas (Drew Lowe e Andreas Eriksson) e o baixista (Colin Parkinson) saíram da banda, juntos, de uma vez só. O grupo havia acabado de lançar seu terceiro álbum, “Ride to Nowhere”, ainda com Lowe, Eriksson e Parkinson, mas precisava de uma nova formação para as datas da turnê.

Vinnie Colla foi o último a ser integrado à nova formação, após Danny Dela Cruz e Dan Stevens serem confirmados como guitarristas. Em entrevista exclusiva à edição 103 da Guitarload (clique aqui para ler na íntegra), o brasileiro falou sobre sua entrada para o Inglorious. Ele também revelou que o grupo pode fazer shows no Brasil pela primeira vez em sua carreira.

Guitarload: Em primeiro lugar, gostaria de saber como foi o seu começo na música no Brasil, até você se mudar para a Inglaterra.

Vinnie Colla: “Eu tocava em São Paulo, em uma mesma banda de covers de rock, chamada Insônica, por 15 anos. Fazíamos 4 a 5 shows por semana, 200 por ano, era requisitada. Porém, sempre quis morar em Londres e entrar em uma banda de rock britânico – meus heróis saíram daqui. Vinha para Londres a passeio, passava alguns dias, pois tenho família aqui, até que cansei de tocar covers na noite de São Paulo e senti que precisava tentar um som autoral, algo difícil no Brasil. Então, mudei para cá em 2014.”

Guitarload: Como foi a sua entrada para o Inglorious? A história é bem peculiar, porque três integrantes (o baixista Colin Parkinson e os dois guitarristas, Drew Lowe e Andreas Eriksson) saíram de uma vez…

Vinnie Colla: “Quando os três saíram, o Nathan (James, vocalista) já pensava em chamar o Danny (Dela Cruz, guitarrista), que toca muito e era o guitar tech, então, sabia as músicas. Eles encontraram outro guitarrista, o Dan (Stevens), mas não achavam o baixista certo, pois precisavam de alguém para uma turnê grande. Um baixista brasileiro de funk foi chamado para testes, mas não quis, por ser rock. Então, ele publicou nas redes em busca de baixistas de rock. Eu ainda trabalhava como motorista e falei para ele lembrar de mim, daí, ele me indicou. Não conhecia Inglorious, mas curti demais quando ouvi. O Nathan entrou em contato, perguntou se eu poderia e pediu para eu gravar um vídeo tocando músicas da banda. Liguei para minha esposa, pois não poderia sair em turnê por meses e, do nada, ficar fora por 40 dias. Gravei os vídeos, ele assistiu e já me ofereceu a vaga sem me conhecer. Tudo por telefone. Eu só os conheci na sessão de fotos, ninguém sabia se funcionaria, já que não havíamos tocado juntos. Só ensaiamos um mês depois, antes da turnê. A mágica rolou logo no primeiro acorde. Parecia que eu tocava com os caras há mais de 5 anos. Nathan e Phil davam risada, tamanha a mágica. Nem precisamos de todos os dias de ensaio. Fizemos uma ótima turnê, sem estresse e muito profissional.”

Guitarload: É legal saber que deu tudo certo, porque, normalmente, quando uma banda perde três integrantes, pode resultar na perda de identidade.

Vinnie Colla: “A estrutura ajudou. O Phil também toca violão e guitarra, então, ele colabora com as composições e conhece a parte de harmonia, o que facilitou. Além disso, Danny era o guitar tech e conhecia as músicas. As resenhas dos shows apontam que a banda está mais consistente, melhor do que nunca. Deu muito certo. Antes, havia essa crítica de que a banda soava bem em estúdio, mas não tão bem ao vivo. Acredito que tinha mais a ver com questões de timbres, pois os três que saíram eram ótimos músicos. Agora, a gente se entregou e está soando muito bem.”

Guitarload: O Inglorious já começou a trabalhar em um novo álbum. A ideia é lançar o álbum em 2020 ou 2021? Qual o planejamento?

Vinnie Colla: “Entramos em estúdio em abril. A previsão é lançar esse álbum antes da turnê que começa em outubro de 2020, creio que entre agosto e setembro. Depois, entramos na estrada sendo gerenciados pela ITB, uma das maiores do mundo e a mesma de Aerosmith, Def Leppard, Whitesnake, Biffy Clyro, Guns N’ Roses… o ano de 2020 é promissor. Há grande possibilidade de uma turnê pelas Américas. Não digo que em 2020, mas em 2021, falo para você que deve ter algo no Brasil.”

Guitarload: Eu iria até te perguntar sobre América do Norte, porque parece até improvável a chegada de alguns nomes novos ao Brasil…

Vinnie Colla: “Todo mundo se assusta, mas o país que mais compra discos do Inglorious é o Brasil. Além disso, o maior número de plays da banda no Spotify vem no Brasil. Estamos trabalhando para uma turnê na América, nos Estados Unidos, pois para o Inglorious se firmar como banda grande, precisa excursionar pelos EUA.”

A entrevista completa pode ser conferida na edição 103 (janeiro de 2020) da Guitarload. Além do bate-papo com Vinnie Colla, nós conversamos com outros músicos de destaque e trouxemos muitas novidades, como lançamentos de guitarras e equipamentos!

Clique aqui para conferir a revista na íntegra. Não deixe para depois: é de graça, mas por tempo limitado.

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