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O guitarrista Adrian Smith revelou, em entrevista ao podcast “Talk Is Jericho” transcrita pelo Ultimate Guitar, que, inicialmente, não queria ter retornado ao Iron Maiden em 1999. Após ter passado a década fora da banda, ele topou voltar junto do vocalista Bruce Dickinson.

A mudança de formação em 1999 representou apenas a saída do vocalista Blaze Bayley. O guitarrista que substituía Adrian Smith, Janick Gers, foi mantido – e iniciava-se, assim, a “era dos 3 guitarristas” do Iron Maiden, que causou receio em Smith, mas acabou dando certo.

Ele relembrou que estava tocando na banda solo de Bruce Dickinson antes do convite para voltar ao Iron Maiden. “Eu gostei muito do que Bruce estava fazendo e contribuí com algumas músicas, ficando ali pelos próximos 3, 4 ou 5 anos. Queriam Bruce de volta, Blaze havia sido demitido. Eu estava tocando com Bruce, então, havia algo no ar sobre meu retorno”, disse.

Apesar dos rumores começarem a circular, Adrian Smith não queria voltar de fato. “Eu pensava em fazer apenas uma turnê ou voltar para casa após um show. Se você me perguntasse uma década antes, eu diria que nunca faria isso. Mas as coisas mudam – você adquire sabedoria ao envelhecer. Steve (Harris, baixista) tem essas ideias malucas que você pensa que não vão funcionar, sugerindo três guitarristas na banda”, afirmou.

Ainda durante o bate-papo, Adrian Smith comentou que o projeto de três guitarristas no Iron Maiden não daria certo se as personalidades de Dave Murray e Janick Gers não fossem tranquilas. “Se tivéssemos três Yngwie Malmsteen ou três Ritchie Blackmores, sairia fogo após 5 minutos. Dave é um dos meus amigos mais antigos, trabalhamos juntos por anos. Janick é um cara amável. E Janick não mudaria o que ele toca, ele é muito definido, então, comecei a buscar coisas diferentes para fazer”, afirmou.