Petição quer isenção de contas para músicos e produtores de eventos durante pandemia

Uma petição quer que o Governo Federal ofereça isenção de contas de até 2 meses a músicos e produtores de eventos devido à pandemia do coronavírus.
Foto: reprodução / VisualHunt

A recente pandemia do novo coronavírus (Covid-19) colocou o mundo inteiro em estado de alerta. No Brasil, onde já foram registrados mais de 200 casos e uma morte, autoridades estão restringindo a realização de eventos grandes e recomendando que a população só saia de casa se for realmente necessário.

Diante disso, uma petição online lançada no site Avaaz, no Brasil, quer que o Governo Federal ofereça isenção de contas, de até 2 meses, para profissionais que trabalham com eventos – ou seja, que todos dessa área não precisem honrar com seus débitos. São citados músicos, promotores de eventos e equipes relacionadas.

Não fica claro o projeto da proposta: se são apenas débitos públicos, como impostos e afins, ou se toda a iniciativa privada também deveria ceder e permitir que músicos, promotores de eventos e relacionados deixem de pagar contas, de acordo com a visão de quem deu início ao abaixo-assinado.

“Pedimos através dessa petição que o governo reconsidere, durante 2 meses, as contas dos trabalhadores que estão com seus compromissos cancelados devido à quarentena de prevenção e combate do coronavírus – sejam eles músicos, produtores de eventos, sua equipe e autônomos em geral. Esperemos a compreensão de nossos governantes e órgãos competentes”, diz a descrição do abaixo-assinado.

Até o fechamento desta matéria, na tarde desta terça-feira (17), a petição já contava com mais de 25,5 mil assinaturas favoráveis. A meta é de 30 mil assinaturas, mas o objetivo pode ser expandido conforme a adesão à causa.

Coronavírus no Brasil

Os casos confirmados do novo coronavírus alcançaram 234 na última segunda-feira (16), segundo a atualização divulgada pelo Ministério da Saúde e publicada pela Agência Brasil. É mais do que o dobro de três dias atrás. Na sexta-feira (13), o total passou de 100 pela primeira vez e agora já ultrapassa os 200.

São Paulo é responsável por mais da metade dos casos (152). Em seguida vêm Rio de Janeiro (31), Distrito Federal (13), Santa Catarina (7), Rio Grande do Sul e Paraná (6), Minas Gerais (5), Goiás (3), Bahia, Mato Grosso do Sul e Pernambuco (2). Amazonas, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Norte registram um caso confirmado de coronavírus (um caso por unidade da Federação).

Já os casos suspeitos ultrapassaram os 2 mil, chegando a 2.064. São Paulo lidera com 1.177, seguido por Rio Grande do Sul (119), Santa Catarina (109), Distrito Federal (107) e Rio de Janeiro (96).

Os descartados ficaram em 1.624. Ainda não foram notificadas mortes em razão da doença. Já não há nenhuma unidade da federação sem casos confirmados ou suspeitos, o que existia até semana passada (Roraima e Amapá).

Desses, mais da metade é de casos importados (pessoas que contraíram o vírus em viagens para fora do Brasil). Outros 34% são situações de transmissão local (quando uma pessoa infectada contamina outra na mesma cidade).

Entre esses casos, há um óbito confirmado. Um morador de São Paulo, que tinha comorbidaddes como diabetes e hipertensão, deu entrada em um hospital privado, não identificado, no sábado (14), e faleceu na segunda-feira (16). Os primeiros sintomas se manifestaram no dia 10 de março. O paciente não tinha histórico de viagem.

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