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Joe Bonamassa é um dos guitarristas de blues mais populares da atualidade. E muita dessa fama foi conquistada em países da Europa, e não em sua terra natal, os Estados Unidos.

Em entrevista ao podcast de Eddie Trunk, Bonamassa falou um pouco sobre essa popularidade na Europa. Ele revelou, inclusive, que as pessoas pensam até que ele é britânico.

“Entre o Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália e até na Escandinávia, há um apetite por música orgânica, sabe? Eles têm uma cultura de música ao vivo, vão a eventos. Na América, era muito desafiador fazer uma pessoa ir ao seu show em uma terça-feira à noite em Des Moines, Iowa”, afirmou, inicialmente.

Durante o bate-papo, o músico ressaltou que o público desses países europeus, especialmente no Reino Unido, são mais abertos a ir em shows de artistas que não conhecem após se deparar com um anúncio em um jornal ou uma revista sobre música. “Começa com umas 200 pessoas em um pequeno pub, mas viram mil, duas mil, cinco mil pessoas”, disse.

Como a popularidade cresceu no Reino Unido, as pessoas começaram a achar que Joe Bonamassa era britânico. “Eu gravei um DVD no Royal Albert Hall, em Londres, quando a PBS me contratou aqui na América. De repente, eu estava tocando no Radio City Music Hall (Nova York) e emplaquei uma música na rádio. Começaram a perguntar se eu era britânico. Acharam que eu era britânico por uns 10 anos e eu dizia: ‘não, eu sou daqui, de Nova York'”, afirmou.

O guitarrista pontuou que outros artistas atuais influenciados de alguma forma pelo blues encontram dificuldade para trabalhar nos Estados Unidos. “Às vezes, bandas como o Rival Sons precisam achar um público fora para voltar depois à América como herói. Não dá para tentar fazer sucesso aqui e só depois sair para outros lugares. No Reino Unido, que é bem menor, mas tem 60 milhões de pessoas, dá para conseguir alguma atenção e provocar esse efeito de bola de neve”, disse.

As turnês pela Europa são as principais responsáveis pelo sucesso de Joe Bonamassa, segundo ele próprio. “Não dava nem para lucrar, então, você conseguia pelo menos bancar os hotéis, tocava todo dia em todo lugar. Se você puder fazer esses shows todos com entusiasmo, vai dar certo”, concluiu.