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O guitarrista Angus Young é um dos grandes responsáveis por introduzir a influência do blues no som pesado do AC/DC. Em entrevista à ‘Total Guitar’, o músico falou sobre o que mais admira no estilo musical em questão.

“É a emoção nesses discos antigos de blues que eu mais gosto. Nunca gostei muito das canções mais tristes. Sempre curti aquelas que eram mais felizes, tipo Muddy Waters”, afirmou.

Angus conta que, na visão dele, Muddy colocava alegria nas músicas mesmo quando as histórias contadas não eram tão alegres assim. “Mesmo quando ele cantava sobre a mulher dele fugir com um motorista de ônibus de 19 anos da Flórida, havia um elemento de humor naquilo. É isso que eu sempre gostei”, disse.

Ele completa: “Nunca fui um grande amante do elemento triste do blues. Há músicas tristes que são incríveis, mas prefiro o lado mais feliz”.

Em seguida, outra característica do blues é destacada por Angus Young. “A gramática do blues é fantástica. Muddy, por exemplo, cantava: ‘I just love them pretty women, I’ll kill for them young pretty things’. Daí, ele cantava ‘whummen’ em vez de ‘women’ e ‘choo’ no lugar de ‘you’, mas você entende o que eles querem dizer”, declarou.

O apreço de Angus pelas músicas mais felizes e enérgicas dá o tom do AC/DC, que não é de gravar baladas. “As pessoas dizem que nós estamos por aí há muito tempo, mas algumas bandas desaparecem quando tentam se adaptar à moda. Nós tocamos rock. É meio tarde para gravarmos uma balada. Rock é o que fazemos de melhor”, afirmou.

Ele pontua: “Às vezes, perguntam se eu gostaria de tocar outro tipo de som fora do AC/DC. Claro, em casa, eu toco um pouco de blues. Porém, cinco minutos depois, eu fico tipo ‘dane-se!’ e volto a tocar hard rock”.