64% dos músicos britânicos querem abandonar profissão após pandemia, revela estudo

A pandemia do novo coronavírus foi especialmente desafiadora para os profissionais do entretenimento. Por isso, músicos estão considerando abandonar a profissão devido ao período de isolamento social e ausência de eventos presenciais, causado pela doença.
Foto: reprodução / VisualHunt

A pandemia do novo coronavírus foi especialmente desafiadora para os profissionais do entretenimento. Não só artistas e músicos, como os trabalhadores que ajudam a construir o espetáculo nos bastidores, empresários e vários outros segmentos: todos eles foram afetados pela impossibilidade de realizar eventos presenciais.

Diante disso, um novo estudo promovido pelo site de reservas de artistas Encore mostrou que 64% dos músicos do Reino Unido consideram abandonar a profissão devido ao impacto causado pela pandemia do novo coronavírus. A tendência é que esse padrão seja o mesmo em outros países.

Ao todo, 560 artistas foram entrevistados e muitos deles revelaram estar desanimados com o futuro, já que a renda deles caiu bastante nos últimos meses.

Em média, os músicos entrevistados perderam cerca de 11,3 mil libras (aproximadamente R$ 78 mil, na cotação atual e em transação direta). Além disso, 87% deles afirmaram que têm menos shows marcados entre agosto e dezembro de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019.

Os artistas de música pop alegam ser os mais afetados pelas perdas na pandemia. A média de renda que deixou de entrar para esses artistas é de 19,9 mil libras (cerca de R$ 139 mil). Outro detalhe apontado pelo estudo é que as mulheres musicistas têm 34% menos shows agendados para 2020 em comparação a homens.

Dessa forma, os músicos estão tentando recorrer a programas de auxílio financeiro do governo. Porém, 41% deles não conseguiram se qualificar para uma iniciativa nacional de renda a autônomos.

Entrevistado pela ‘NME‘, o representante-geral da União de Músicos do Reino Unido, Horace Trubridge, disse que o número de músicos que consideram abandonar a profissão pode ser ainda maior. Ele apontou, ainda, que o atual modelo de renda musical não é sustentável para os artistas.

“Devido à natureza do modelo de streaming, as bandas não ganham o suficiente para pagar as contas. Alguns dos meus artistas favoritos, como Squid, Black Midi e Fontaines DC, ganham dinheiro tocando em festivais. O Fontaines DC ganharia entre 10 e 15 mil libras tocando em um festival e, meu Deus, eles precisam de muitas streams para ganhar isso no Spotify”, afirmou.

No Brasil, além do auxílio emergencial a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, o governo federal sancionou uma lei que institui ajuda financeira de R$R 3 bilhões para o setor cultural. O valor será repassado, em parcela única, para estados, municípios e Distrito Federal, responsáveis pela aplicação dos recursos.

O texto prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de um subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.

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