O diferencial do incrível Paulo Schroeber, segundo Marcelo Barbosa

Guitarrista nos deixou em 2016 devido uma doença no coração; dupla atuou junta no Almah
paulo schroeber

O saudoso guitarrista Paulo Schroeber infelizmente nos deixou em 2016 devido a uma doença no coração, mas não sem antes marcar seu nome na guitarra brasileira com álbuns lançados em bandas como Burrning in Hell, Predator, Almah, entre outros.

Em entrevista concedida ao canal Heavy Talk, o guitarrista Marcelo Barbosa (Angra) relembrou o período no Almah em que conviveu com Paulo Schroeber e revelou qual que, em sua opinião, seria o diferencial do músico.

“Acho que o grande diferencial do Paulo era a técnica e precisão que ele tinha. Fora a agressividade que ele conseguia colocar essa técnica para funcionar. Era como se fosse uma bailarina clássica de alto nível que luta MMA (risos)! Fora isso, somos frutos do que vivemos. O Paulo tinha uma característica muito interessante. Ele me disse que a cada dia que acorda, está no lucro. Ele sabia que poderia morrer por causa da doença no coração, alguns primos já tinham morrido na casa dos 20 anos. Você pode achar que isso não influenciava na forma com que ele tocava, mas influenciava. A guitarra e a música eram o foco total da vida dele. Ele não sabia nem dirigir. É um outro jeito de pensar, ele corria contra o relógio”, disse.

Marcelo Barbosa, Paulo Schroeber e Almah

Em outro trecho, Marcelo Barbosa disse a visão de mundo de Paulo Schroeber sempre trouxe lições e aprendizados sobre como lidar com as situações ao redor. Ele também revelou que Paulo pensou em retornar ao Almah, mas acabou não dando certo devido sua condição frágil de saúde.

“Como pessoa, ele era divertidíssimo. Isso era impressionante, devido sua situação. Um dia, ele veio aqui para casa compor e quando voltou para casa disse que se sentiu mal no avião e quase morreu. Mas sabe como ele me disse isso? Falou que sentiu o espeto do capeta no rabo (risos)! Até nisso ele falava com uma certa leveza e isso é um aprendizado. Nós nos chateamos por coisas pequenas. Inclusive, teve um momento no Almah que o Paulo quase voltou para o Almah. Ele estava melhor, fazendo exercícios. Só que não deu uma semana e ele piorou de novo”, concluiu.

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