New York Times: “Solo de guitarra não é instituição ultrapassada e machista”

Prestigiado jornal americano lembrou que recurso é pouco utilizado hoje em dia, mas ainda é ferramenta artística importante para músicos
solo de guitarra

Uma rápida análise da história da música nas últimas décadas revela que o solo de guitarra sempre foi um elemento presente em sucessos de muitos estilos musicais. Nos últimos tempos, entretanto, a presença desse momento onde o guitarrista brilha está diminuindo se levarmos em consideração os hits que alcançam grande sucesso internacional

Em um artigo que debate a importância do solo de guitarra, o prestigiado jornal americano The New York Times lembrou que embora menos utilizada hoje em dia, esse recurso é extremamente válido e relevante artisticamente falando.

“É fácil descartar o solo de guitarra como uma instituição ultrapassada e machista, mas o poder emocional perdura. Um solo de guitarra não é apenas uma demonstração de carisma musical e maestria técnica. Na melhor das hipóteses, é um momento de vulnerabilidade primorosa, em que o músico se abre inteiramente para os ouvintes”, diz o texto.

O poder do solo de guitarra

Em outro trecho, o artigo explica que os solos de guitarra não morreram, mas estão se adaptando e se envolvendo com outros gêneros musicais. O jornal cita exemplos de artistas que utilizam esse recurso de forma magistral.

“O solo é muito mais do que uma demonstração das habilidades de um músico. A guitarrista Adrianne Lenker, no show do Big Thief, é prova disso. Seu solo tem a capacidade de evocar uma humanidade visceral em nós: reconhecemos alguém que assume um risco, não importa o quão confiante possa parecer”, conclui.

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