Quando começamos a pesquisar mais a fundo o funcionamento da guitarra elétrica, nos deparamos com muitas questões técnicas que parecem difíceis de entender. Nesse sentido, uma delas é: qual a diferença entre captação ativa vs. passiva na guitarra?
Se essa é a sua dúvida, saiba que está no lugar certo! Aqui, vamos destrinchar esses dois tipos de captação para guitarra, pontuando os prós e contras de cada um. Acima de tudo, usaremos uma linguagem simples e objetiva, sem complicações desnecessárias.
Portanto, se você gostou da proposta do artigo de hoje, basta prosseguir com a leitura!
O que é um captador de guitarra?
Primeiramente, vamos relembrar o que é e para que serve o captador de guitarra? Bom, o captador é o dispositivo responsável por captar a vibração das cordas do instrumento e transformar essa informação em um sinal elétrico, que será amplificado posteriormente.
Ele está localizado no corpo ou no escudo da guitarra, logo abaixo das cordas. Sobretudo, é formado por um imã e um fio de cobre enrolado. Quando as cordas são tocadas, o campo magnético gerado pelo captador é alterado a fim de gerar uma corrente elétrica.
Existem vários tipos de captadores para guitarra, cada um com uma proposta sonora diferente. No entanto, é possível afirmar que os mais conhecidos são:
- Single-coil;
- Humbucker;
- P90;
- Stacked;
- Mini-humbucker;
- Little;
- Piezo.
A princípio, qualquer um desses captadores pode funcionar de forma passiva ou ativa. Então, continue com a gente para entender a diferença entre captador ativo e passivo!
Captadores passivos

O captador passivo é mais antigo e comum do que o ativo. A sua principal característica construtiva é o fato de não precisar de alimentação. Ou seja, funciona sem a necessidade de bateria — é só plugar o cabo no instrumento, sem preocupações.
Dessa forma, a parte elétrica de uma guitarra com captadores passivos costuma ser muito simples. Os controles de volume e tonalidade apenas atenuam o sinal e as frequências sonoras. Em outras palavras, o circuito não é capaz de “boostar” o som original.
Nesse sentido, a diferença de timbre entre os modelos de captadores passivos vem justamente do modo de construção. Alguns aspectos que interferem na sonoridade são: tipo de imã, material do fio, número de voltas e por aí vai.
Acima de tudo, o captador passivo entrega um som orgânico, natural e dinâmico. Isso quer dizer que ele é muito sensível ao toque do guitarrista. Por isso, é o preferido dos músicos que curtem gêneros mais tradicionais, como blues, rock clássico, country etc.
No entanto, é preciso ter em mente que os captadores passivos estão mais sujeitos a ruídos. O som também é considerado um pouco mais “sujo” e rústico do que o dos captadores ativos, podendo ser menos brilhante também.
Captadores ativos

Por outro lado, os captadores ativos de guitarra apresentam um pré-amplificador alimentado por bateria. Assim, o sinal se destaca pela alta clareza e definição, com um som mais comprimido, forte e constante do que os captadores passivos.
Como resultado disso, o sistema ativo cai muito bem para sonoridades modernas, principalmente as que usam bastante overdrive. O pré pode incluir sistemas de boost e até botões específicos de equalização. Dessa maneira, é possível tanto atenuar quanto aumentar frequências.
Essa característica torna o sinal ainda mais alto e poderoso, empurrando o amplificador facilmente. Ao mesmo tempo, o som do captador ativo apresenta bastante sustentação e baixo nível de ruído. Trata-se de um timbre bem nítido e completo.
Como nem tudo são flores, os captadores ativos são mais lineares. Então, a dinâmica empregada pelo músico não é tão respeitada. Além disso, a maior resolução sonora é encarada como “estéril” por alguns guitarristas. Os ativos tendem a ser mais caros do que os passivos.
O captador ativo pode ser instalado em qualquer guitarra. No entanto, é preciso levar em consideração que o pré-amplificador e a bateria serão instalados na parte interna, possivelmente exigindo modificações no instrumento. Se a bateria acabar, não sairá som da guitarra.
Em seguida, assista a um vídeo que mostra as diferenças sonoras entre captadores ativos e passivos (em inglês):
Captação ativa vs. passiva: qual é melhor?
Infelizmente, não há uma resposta fixa para essa pergunta. Quando comparamos a captação ativa vs. passiva, tudo depende das necessidades do músico, da sonoridade almejada, do estilo que será executado e do próprio instrumento em questão.
Portanto, para reforçar os prós e contras do captador passivo e ativo para guitarra, confira os pontos resumidos abaixo:
Vantagens dos captadores passivos
- Sinal sensível e dinâmico
- Timbre orgânico e versátil
- Fácil instalação
- Não precisa de alimentação
- Mais barato do que os ativos
Desvantagens dos captadores passivos
- Mais suscetível a ruídos
- Som tende a ser mais rústico e velado
Vantagens dos captadores ativos
- Sinal limpo e cristalino
- Mantém a clareza com muito ganho
- Sonoridade moderna
- Sustain acentuado
- Controles bem atuantes
Desvantagens dos captadores ativos
- Instalação complexa com necessidade de bateria
- Dinâmica limitada
Em síntese, a escolha entre captação ativa e passiva deve considerar estilo musical, nível de ganho utilizado, dinâmica desejada e até a construção do próprio instrumento. Não existe uma opção superior em termos absolutos, mas sim a que melhor atende às necessidades do guitarrista. Testar diferentes configurações e ouvir com atenção é o caminho mais seguro para chegar ao timbre ideal.




