O guitarrista Adrian Smith revelou recentemente por que nem todas as Gibson Les Paul fazem parte de seu arsenal.
Em entrevista à revista Guitar World, o músico explicou que sua principal ressalva em relação às Les Pauls vintage está no perfil mais espesso do braço.
Smith afirma que a ergonomia do instrumento é decisiva para sua escolha de guitarras. Segundo ele, muitos modelos antigos da Les Paul não se encaixam em seu estilo por causa do braço volumoso.
“Eu não gosto muito de braços grossos. É por isso que não gosto das Les Pauls antigas. Ou, pelo menos, de algumas delas”, afirmou.
O guitarrista ressaltou que as Les Pauls que ainda mantém em sua coleção possuem perfis de braço mais finos, o que facilita sua tocabilidade.
A influência das Stratocasters
Essa preferência também influenciou diretamente o desenvolvimento de sua guitarra signature com a Jackson.
Smith explicou que levou uma Fender Stratocaster antiga à fábrica da marca para servir de referência. A ideia era reproduzir o perfil do braço que ele considera mais confortável.
“Essa guitarra tem um perfil plano baseado em uma Strat antiga. Eu levei uma para a fábrica e eles copiaram as dimensões do braço”, explicou.
O “mojo” que ainda salva algumas Les Paul
Apesar das críticas, Smith não descarta totalmente as Les Pauls. Ele admite usar ocasionalmente uma Gibson Les Paul Classic, mesmo com o braço mais espesso.
O motivo seria o chamado “fator mojo”, termo frequentemente usado por músicos para descrever instrumentos com personalidade sonora especial.
O guitarrista também revelou que sente falta de uma cópia preta de Les Paul que possuía na juventude. Na época, ele modificou o instrumento instalando captadores Gibson e outros upgrades antes de vendê-lo.
“Eu a adorava. Acabei vendendo e me arrependo disso”, contou.
A exceção chamada “Greeny”
Outra Les Paul que impressionou Smith foi a lendária Greeny, instrumento histórico atualmente pertencente ao guitarrista Kirk Hammett.
A guitarra ficou famosa por ter passado pelas mãos de Peter Green e Gary Moore, tornando-se uma das Les Pauls mais icônicas do rock. Smith teve a chance de tocar o instrumento por uma tarde inteira em 2023 e ficou impressionado.
“A tocabilidade é ótima. A entonação, a pegada, o som… é simplesmente maravilhosa”, afirmou.
Para ele, o mais importante é que a guitarra continue sendo usada. “Fico feliz que alguém esteja tocando nela, e que não esteja pendurada em uma parede em uma coleção climatizada. Ela está por aí, sendo tocada, como deveria.”





