Jim Root voltou a comentar uma de suas decisões mais características dentro do metal: o uso de modelos da Fender em um cenário dominado por guitarras de visual e construção mais agressivos.
Conhecido por integrar o Slipknot, o músico construiu sua identidade sonora com instrumentos tradicionalmente ligados ao rock clássico, como a Fender Telecaster. Para ele, essa escolha vai além da sonoridade. Trata-se também de posicionamento estético e conceitual.
“Os clássicos nunca saem de moda”
Ao explicar sua preferência, Root recorreu a uma analogia direta. Segundo ele, guitarras funcionam como óculos de sol.
A ideia é simples: modelos clássicos permanecem relevantes independentemente de tendências. Novas variações surgem, mas a referência original continua sendo reconhecida.
Nesse contexto, a Telecaster ocupa um lugar específico. Para o guitarrista, existe apenas uma versão definitiva do modelo, mesmo com releituras ao longo do tempo.
Escolha contraria padrão estético do metal
Dentro do universo do metal, marcas como Jackson, ESP e Charvel costumam dominar. Instrumentos com design mais agressivo são frequentemente associados ao gênero.
Root optou por seguir outro caminho. Segundo ele, a decisão foi influenciada justamente pela ausência de relação entre Fender e metal. A escolha cria um contraste visual e conceitual. Em vez de reforçar o padrão, o guitarrista buscou um elemento que rompesse com ele.
Instrumento como extensão de atitude
Ao comentar sua decisão, Root relaciona diretamente sua escolha ao espírito do rock e do punk. Para ele, a ideia de ir contra expectativas faz parte da essência do gênero.
Nesse sentido, usar uma Telecaster em uma banda de metal funciona como afirmação estética. Não se trata apenas de timbre ou construção. A escolha também responde à expectativa externa. Enquanto muitos esperavam um modelo mais “extremo”, Root optou por um instrumento associado à tradição.
Linha signature reforça abordagem minimalista
Além da Telecaster, Jim Root possui outros modelos signature com a Fender, incluindo versões da Fender Stratocaster e da Fender Jazzmaster.
Todos seguem uma proposta semelhante: construção direta, poucos elementos visuais e foco funcional. Os instrumentos são equipados com captadores ativos EMG e especificações voltadas para alta saída, adaptando o design clássico ao contexto do metal.





