Com certeza você já sentiu aquela culpa por esquecer um riff. Agora imagina esquecer um riff que você mesmo criou. Pois é… saiba que nem os gigantes do metal estão imunes ao famoso “deu branco”.
Em uma conversa com Chris Kies, da Premier Guitar, Mark Morton, o arquiteto das guitarras do Lamb of God, admitiu que recorre ao YouTube para reaprender suas próprias músicas . O guitarrista explicou que a plataforma se tornou uma aliada inusitada para refrescar a memória antes de cair na estrada.
Morton detalhou que é comum procurar encontrar alguém que “realmente pegou o jeito” da música em questão. Ele busca aquele estalo inicial que ativa a lembrança da execução original, agindo como um guia prático para composições que não toca há anos. O guitarrista revelou que escreveu e gravou bem mais de cem canções ao longo da carreira, o que torna o desafio de lembrança uma questão logística.
Ele admitiu abertamente: “Eu simplesmente não tenho a bandwidth”. Neste contexto, o termo bandwidth refere-se à capacidade mental que uma pessoa tem para guardar informações simultâneas.
Enquanto seu parceiro de guitarras, Willie Adler, é descrito como um banco de memória vivo, Morton prefere o suporte digital para “tirar a poeira” de faixas antigas.
A conversa aconteceu enquanto o músico discutia o décimo álbum da banda, intitulado Into Oblivion, e sua nova Gibson Les Paul signature.
A perspectiva de Morton sobre ouvir as próprias gravações
Durante o bate-papo, Morton também refletiu sobre seu hábito de ouvir os próprios álbuns fora do contexto profissional. Ele confessou que não escuta suas músicas de forma recreativa e que a ideia de fazer isso parece um pouco estranha em sua rotina normal.
Contudo, revisitar as faixas é uma etapa fundamental quando a banda precisa montar uma nova setlist para as turnês. O músico comparou essa experiência de audição forçada à sensação de abrir um anuário escolar antigo ou rever um álbum de fotos de tempos remotos — um processo que evoca memórias intensas de onde ele estava criativamente naquele período.
Já em seus projetos solo, o guitarrista consegue ouvir o material com mais naturalidade por ser fã dos seus colaboradores, como Charlie Starr do Blackberry Smoke e Troy Sanders do Mastodon.





