O guitarrista do Alter Bridge, Mark Tremonti, compartilhou detalhes sobre suas guitarras, pedais e produção no álbum autointitulado da banda, lançado em janeiro de 2026. Em entrevista ao Ultimate Guitar, ele destacou a preferência pelas guitarras PRS e explicou por que a marca mantém um padrão de qualidade elevado.
Tremonti elogia a PRS como uma “empresa butique”
Segundo Tremonti, a PRS continua mantendo a excelência artesanal que a distingue de marcas voltadas para produção em massa. “Sabe, muitas vezes, quando se está fazendo guitarras para as massas, a qualidade tende a cair. O controle de qualidade na PRS é simplesmente fenomenal. Eles sempre foram de primeira linha”, afirmou.
O guitarrista também elogiou o fundador Paul Reed Smith: “Conhecendo o Paul, ele ainda é como um gênio adolescente. Ele tem aquela garra que se tem quando se é jovem, mas é um gênio absoluto, e está sempre em busca da próxima grande novidade.”
Tremonti destacou que mantém constante comunicação com Paul sobre amplificadores e design de captadores, trocando ideias e testando protótipos experimentais.
Pedais e efeitos utilizados no álbum
No estúdio, Tremonti combinou sua PRS e amplificadores com uma variedade de pedais, muitos deles essenciais para o timbre do disco. Segundo ele, entre os destaques, o Electro-Harmonix Micro Synth se sobressaiu. “É um pedal incrível para um som de oitava abaixo, agressivo, meio que para notas únicas graves. É um som realmente visceral do jeito que ele o usa”, explicou.
Tremonti também mencionou o uso de pedais de wah, flangers, choruses e diversos plugins, compondo camadas de efeitos complexas:
Há uma pilha enorme de pedais no estúdio. Eu levo meus pedais, testamos todos, e durante as músicas, o produtor Michael Baskette simplesmente monta combinações de última hora”
Mark Tremonti
Outro elemento chave do timbre de Tremonti foi o Klon Centaur Overdrive, usado de forma minimalista antes do amplificador. Segundo ele, mesmo possuindo alguns pedais Klon, esse é o seu favorito. Mantendo o ganho baixo e posicionando-o à frente de um amplificador de alto ganho, o pedal deixa o som mais coeso. Tremonti ainda explicou que a mixagem geral do álbum soava melhor com o Klon atuando de forma transparente e discreta, funcionando como uma pequena “arma secreta” no timbre final.
Pedal signature em desenvolvimento
Além das guitarras e amplificadores, Tremonti confirmou que está desenvolvendo um pedal signature. “Venho trabalhando nisso há cerca de um ano e meio. É um mercado difícil, mas quero ter certeza de que será feito da maneira certa e a um preço acessível. Em um mundo perfeito, um ótimo pedal custaria menos de US$ 200”, disse.
O guitarrista destacou que o projeto visa criar um pedal de qualidade, capaz de integrar timbres clássicos e experimentais, atendendo tanto músicos profissionais quanto entusiastas.
Sinergia entre guitarras, amplificadores e produção
O álbum autointitulado do Alter Bridge, produzido por , combina riffs detalhados, timbres precisos e experimentação sonora. Tremonti enfatizou que a escolha das guitarras PRS e a variedade de pedais contribuíram para o resultado final: um som moderno, coeso e fiel à assinatura sonora da banda.
O guitarrista reforçou ainda a importância da colaboração entre músicos e produtores. “Adoro conversar com o Paul e com o Elvis [Baskette] porque estamos sempre trocando ideias sobre timbres, pedais e amplificadores. Isso permite testar novas abordagens e alcançar resultados que, de outra forma, seriam impossíveis em estúdio.”
O álbum autointitulado do Alter Bridge confirma a consistência da banda em unir técnica, timbre e inovação, mostrando que, mesmo com anos de carreira, Tremonti continua aperfeiçoando seu som e explorando novas possibilidades no mundo das guitarras elétricas.




