Neal Schon relembrou os velhos tempos ao lado de Carlos Santana e mostrou que nem toda jam de lendas se torna genial. Em entrevista a Rick Beato, o guitarrista do Journey contou o dia em que fez uma sessão de improviso que terminou bem longe da inspiração.
De acordo com Schon, ele e Santana eram inseparáveis naquela época: moravam perto, passavam horas juntos e, em muitas dessas noites, Santana exagerava nas viagens psicodélicas. A ideia de descer ao estúdio para tocar pareceu ótima — até apertarem o play na fita.
“Carlos e eu vivíamos juntos, saíamos direto. Ele ia muito à primeira casa que tive em Mill Valley. Eu morava no Monte Tamalpais, e ele morava a poucos quarteirões. A gente estava sempre junto… E ele estava sempre tomando muito ácido”, confessou.
O resultado? Um caos sonoro memorável. “Descemos para tentar improvisar. Depois ouvimos a gravação e estava horrível. Ele acabou tocando bateria, e eu fiquei na guitarra. A guitarra estava totalmente desafinada. E a gente enlouquecendo lá embaixo”, finalizou.
Drogas e rock and roll
A história de Neal Schon se soma a outras lições clássicas do rock sobre como palco e drogas raramente combinam. Por exemplo, Alex Lifeson, do Rush, certa vez afirmou que até um simples baseado pode atrapalhar — e muito — a performance.
“Fumei um baseado antes de um ensaio uma vez, e foi incrível… Até chegar a hora do show. Tudo soava estranho, minhas mãos não conversavam com o cérebro. Foi difícil de tocar. Eu só queria que acabasse. Aprendi uma lição importante: não fume um baseado antes de um show”, disse Lifeson em uma entrevista de 2022.





