Em entrevista recente ao site Reverb, o guitarrista Jack White revisitou o início da própria trajetória e explicou por que evitou, durante anos, modelos clássicos como a Fender Stratocaster e a Gibson Les Paul. Segundo ele, a popularidade desses instrumentos acabou funcionando como um fator de rejeição na juventude.
Quando começou a tocar, no fim da adolescência, White tinha implicância declarada com guitarras associadas a determinados estilos. “Eu decididamente odiava qualquer coisa relacionada a Stratocasters, Les Pauls — qualquer um dos instrumentos comuns que você vê todo mundo usar”, afirmou. “Eu achava que era algo comum demais e muito indicativo de ‘blues de garoto branco’ se você tivesse uma Stratocaster… Ou que você era heavy metal se usasse esse tipo de guitarra.”
Escolhas alternativas
Em vez de seguir o caminho mais óbvio, o músico buscou opções menos convencionais, como as guitarras Silvertone e Airline, marcas que raramente apareciam em videoclipes na época. “Parecia que eu preferia tentar encontrar algo que não tivesse conotações já atribuídas. Então eu me sentia atraído por Silvertones, Airlines e coisas que você simplesmente não via na TV”, explicou.
White também ponderou que a percepção sobre um instrumento depende muito do contexto histórico. “Nos anos 1990 em geral — se eu tinha uma guitarra Silvertone, para mim, em Detroit, eu nunca via ninguém usar aquela guitarra”, disse. “Mas aí você começa a conversar com pessoas mais velhas, e é tipo: ‘Quando eu era criança, era só isso que todo mundo tinha. Ninguém tinha dinheiro suficiente para pagar por uma guitarra de verdade.’”
Para ele, a busca era por identidade. “É sobre tentar encontrar uma singularidade; uma nova voz para si mesmo. Eu não queria usar a mesma ferramenta que todo mundo estava usando. Fico feliz por ter feito isso. Fico feliz por ter tido esse desejo de esculpir algo próprio. Porque, depois que você faz isso, pode voltar e pegar uma daquelas guitarras mais comuns e tirar algo dela.”
As informações são do site Guitar.com.





