Ricardo Marins está prestes a lançar seu primeiro single autoral instrumental mixado em Dolby Atmos — formato de áudio imersivo que posiciona cada elemento sonoro em três dimensões e já conquistou grandes nomes da música mundial. O lançamento, previsto para maio, vem acompanhado de clipe e documentário produzidos em parceria com a própria Dolby.
Músico profissional há mais de 30 anos, Marins construiu uma carreira sólida como guitarrista, produtor musical e diretor musical de televisão. É produtor do The Voice Brasil e trabalhou ao lado de artistas como Preta Gil, Pepeu Gomes e Gilberto Gil.
Em vídeo publicado no Instagram em collab com a Dolby Brasil, o músico explicou a escolha pelo formato. Para ele, música sempre teve uma dimensão cinematográfica, e o Dolby Atmos é o caminho mais próximo de traduzir para o ouvinte a experiência sensorial que ele vivencia durante a composição. A expectativa, segundo o próprio guitarrista, é que o público se sinta imerso na mesma viagem que ele percorre ao criar suas músicas.
O single ainda não tem data para ser lançado, mas está previsto para maio e o projeto será lançado juntamente com clipe e documentário produzidos com apoio direto da Dolby.
O que é o Dolby Atmos na música
No áudio convencional, os sons são distribuídos em dois canais — esquerdo e direito, o chamado estéreo. O Dolby Atmos funciona de forma diferente: cada instrumento ou elemento sonoro é tratado como um objeto independente, com posição definida em um espaço tridimensional. Isso significa que um som pode vir de cima, de baixo, de trás ou de qualquer ponto ao redor do ouvinte.
Na prática, o engenheiro de mixagem posiciona os elementos em um ambiente 360 graus, e o sistema adapta essa cena sonora para qualquer equipamento — seja um setup com múltiplos alto-falantes, um soundbar ou um fone de ouvido comum. Plataformas como Apple Music, Amazon Music e Tidal já distribuem catálogos extensos nesse formato.
Um dos exemplos mais comentados entre guitarristas é Brothers in Arms, do Dire Straits. O álbum foi gravado originalmente em 1984-85, muito antes do Dolby Atmos existir, mas a captação digital de altíssima resolução feita na época permitiu que Guy Fletcher, tecladista da banda e coprodutor original, reabrisse os projetos décadas depois e assinasse uma mixagem oficial em Atmos.
Para mais informações sobre a tecnologia, acesse o site oficial da Dolby.





