Steve Morse voltou aos holofotes ao comentar um tema que intriga músicos há décadas: a busca pela execução perfeita ao vivo. Em entrevista recente, ao canal do guitarrista Jordi Pinyol, Morse foi direto ao ponto.
Segundo ele, tocar sem erros é algo possível apenas na teoria. Na prática, mesmo músicos altamente experientes convivem com pequenas falhas durante apresentações.
Morse foi além e citou um nome que, em sua visão, foge à regra: John Petrucci. Para o ex-integrante do Deep Purple, o colega de profissão é um caso raro de precisão absoluta.
“Nunca fiz um show perfeito”, admite Morse
Durante a conversa, Morse explicou que existe uma diferença importante entre aprender algo perfeitamente e executá-lo ao vivo com total precisão.
Ele afirma dominar o primeiro aspecto, mas reconhece limitações no segundo. “Nunca fiz um show em que toquei tudo perfeitamente”, revelou.
O guitarrista também destacou que lapsos momentâneos são comuns. Em alguns casos, a mente “apaga” por um instante, o que pode resultar em notas erradas ou entradas imprecisas. Esse tipo de situação, segundo ele, faz parte da realidade de qualquer músico, independentemente do nível técnico.
Confira a entrevista completa:
Composição estratégica reduz margem de erro
Para lidar com essas imperfeições, Morse adota uma abordagem pragmática ao compor. Ele prefere criar partes que sejam confortáveis de executar.
Mesmo quando escreve trechos mais complexos, o músico garante que domina completamente o material. Isso reduz a necessidade de “pensar demais” durante a performance. A estratégia funciona como uma espécie de rede de segurança. Ao conhecer profundamente o que está tocando, ele minimiza riscos em momentos de pressão ao vivo.
Ainda assim, pequenos erros continuam sendo inevitáveis — algo que o próprio Morse trata com naturalidade.
Petrucci e o novo disco de Morse
Triangulation, lançado em 2025, representa o retorno de Morse ao formato solo após um hiato de 16 anos.
O disco também carrega um peso simbólico. Segundo o guitarrista, a decisão de gravá-lo veio da consciência sobre o tempo e a possibilidade de ser seu último trabalho.
Para tornar o projeto especial, ele convidou músicos com quem mantém conexão de longa data, incluindo Eric Johnson e o próprio Jonh Petrucci.
Com Petrucci, o processo seguiu lógica semelhante. Morse dividiu partes da música, alternando trechos entre os dois músicos. A transição entre estilos, segundo ele, acontece de forma tão fluida que, em alguns momentos, é difícil identificar a mudança.
O destaque fica para o solo de Petrucci na faixa-título. Morse não poupou elogios ao descrever a execução do colega. Para ele, o guitarrista do Dream Theater possui uma capacidade rara: tocar qualquer ideia com precisão extrema.





