Steve Vai afirmou que uma passagem da música “Mōggio”, de Frank Zappa, continua sendo a coisa mais difícil que ele já teve de executar na guitarra.
A revelação surgiu durante conversa com Ahmet Zappa no podcast Rocktails. Segundo Vai, a complexidade da peça era tamanha que ainda hoje provoca tensão quando ele escuta o trecho específico.
A faixa foi originalmente lançada no álbum The Man from Utopia, de 1983, e fazia parte do repertório das turnês de Zappa nas quais Vai integrou a banda.
Trecho de “Mōggio” exigia adaptação incomum na guitarra
De acordo com Vai, a dificuldade estava diretamente ligada ao modo como Zappa compunha. O guitarrista explicou que muitas ideias eram escritas no piano e depois precisavam ser transferidas para a guitarra sem adaptações.
Isso criava passagens extremamente complexas para o instrumento. “Há um trecho em ‘Mōggio’ que é simplesmente a coisa mais difícil que já tive que tocar”, disse.
Segundo ele, a sensação de tensão era tão grande que chegava a provocar reações físicas antes de executar a parte no palco. Em outras palavras, Steve Vai sentia vonta de ir ao banheiro, fazer o “número 2”, sempre que chegava o momento de executar a música.
Como ele não cita exatamente qual trecho da música ainda causa pesadelos, dê o play e tente imaginar:
Turnês com Frank Zappa exigiam preparo constante
Além da complexidade das músicas, Vai destacou que as turnês com Zappa eram desafiadoras porque o repertório mudava o tempo todo.
Segundo o guitarrista, a banda praticamente nunca repetia o mesmo show. Ele lembrou que, na primeira turnê, cerca de 20% do repertório representava grande dificuldade técnica. Nas turnês seguintes, porém, a situação mudou drasticamente.
“Na segunda e na terceira turnê, cerca de 80% do material era de desafiar a morte na guitarra”
Steve Vai
Para lidar com a exigência musical de Zappa, Vai disse que precisava estudar diariamente, mesmo depois das apresentações. Era comum terminar o show e voltar ao hotel durante a madrugada para revisar as músicas.
Isso acontecia porque o líder da banda podia escolher qualquer faixa do repertório na noite seguinte. Segundo Vai, bastava ficar alguns dias sem praticar para que determinadas partes deixassem de estar prontas para execução ao vivo.
A entrevista completa, você confere no vídeo abaixo:





