Durante os preparativos para sua próxima turnê, o guitarrista de blues-rock Kenny Wayne Shepherd conversou com o site Ultimate Guitar sobre um debate clássico entre músicos: afinal, qual guitarra é mais versátil, a Fender Stratocaster ou a Gibson Les Paul? Para ele, a resposta está menos no modelo e mais nas mãos de quem toca.
Mesmo décadas após seus lançamentos, Strato e Les Paul seguem como dois grandes padrões da guitarra elétrica. A primeira, com sua escala mais longa e três captadores single-coil, e a outra, com escala mais curta e dois humbuckers, continuam servindo de base para inúmeros projetos de instrumentos ao redor do mundo.
Embora seja conhecido principalmente por seu som com Stratocasters, Shepherd conta que seu estúdio abriga uma grande variedade de guitarras. “Nossa, tenho uma parede inteira delas aqui atrás. Les Pauls, 330s, 335s, Gibsons, Gretsch…” Ele explica que sua ligação com a Strato vem tanto da influência de ídolos como Jimi Hendrix, Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan quanto do formato do instrumento. “Ergonomicamente, ela simplesmente se encaixa em mim”, afirmou.
Segundo o guitarrista, os contornos e a disposição dos controles tornam a Strato mais confortável para seu estilo de tocar. “Às vezes, em outras guitarras, sinto que os botões ficam em lugares estranhos ou acabo batendo no seletor da Les Paul sem querer”, comentou durante a entrevista.
“Acredito que a Strato oferece uma quantidade incrível de sons ao alcance dos seus dedos, com o seletor de cinco captadores, os dois controles de tom e o controle de volume. Parece que você consegue uma quantidade ilimitada de sons desse instrumento”, completou.
Ainda assim, ele destaca que, em estúdio, o mais importante é buscar o timbre ideal para cada faixa. “Você precisa ter o máximo de ferramentas possível para alcançar o som que está na sua cabeça. Muitas vezes, para mim, é uma Les Paul, uma 335, ou até uma Danelectro ou uma barítona”, explica.
Sobre a versatilidade, Shepherd é direto: “Acho que a Strato é uma das guitarras mais versáteis, mas os fãs da Les Paul diriam o mesmo. Depende da preferência pessoal e do que você busca”. E conclui: “Já vi gente extrair uma enorme variedade de sons de uma Les Paul. No fim das contas, tudo depende de quem está tocando”.





