Zakk Wylde comentou dois assuntos que aproximam sua trajetória de diferentes capítulos da história do rock e do metal: os violões desenvolvidos por sua marca, a Wylde Audio, e a possibilidade de transformar ideias musicais deixadas por Dimebag Darrell em novas gravações do Pantera.
Na entrevista à Guitar World, o guitarrista falou sobre os instrumentos acústicos e também abordou a hipótese de trabalhar em material inacabado de Dimebag. A ideia, segundo ele, não seria compor músicas novas em nome do antigo guitarrista, mas desenvolver registros que já existam.
Zakk Wylde comenta violões da Wylde Audio
Conhecido principalmente por sua relação com guitarras elétricas de visual marcante e timbres pesados, Wylde também falou sobre os violões associados à Wylde Audio. A conversa aborda a presença desses instrumentos em sua identidade musical e o espaço que ocupam em seu trabalho.
A trajetória do músico passa por diferentes abordagens, do peso do Black Label Society à sonoridade acústica explorada em Book of Shadows. O álbum, lançado em 1996, apresentou uma faceta mais introspectiva de Wylde, distante da abordagem predominantemente pesada pela qual ficou conhecido ao lado de Ozzy Osbourne.
Essa relação com o violão também aparece na maneira como o guitarrista constrói suas composições. Em diferentes momentos da carreira, o instrumento serviu como ponto de partida para ideias que depois ganharam outros arranjos.
Zakk gostaria de trabalhar em músicas inéditas de Dimebag
Outro assunto abordado na entrevista foi a possibilidade de aproveitar ideias musicais deixadas por Dimebag Darrell. Wylde afirmou que gostaria de participar de um projeto desse tipo, mas ressaltou que qualquer decisão precisaria partir de Phil Anselmo e Rex Brown, integrantes do Pantera.
O guitarrista explicou que Dimebag deixou riffs isolados e algumas ideias mais desenvolvidas, embora nem todo esse material tenha sido devidamente gravado. Na visão de Wylde, seria possível trabalhar a partir desses registros e completar composições que não chegaram a ser finalizadas.
A proposta, portanto, não seria criar músicas inteiramente novas e atribuí-las a Dimebag. O ponto de partida seriam fragmentos e gravações existentes, preservando a participação criativa do músico falecido.
Wylde também deixou claro que ele e Charlie Benante poderiam contribuir caso os integrantes do Pantera decidissem seguir por esse caminho. Por enquanto, porém, não há um projeto confirmado nem previsão de lançamento.
A possibilidade tem um significado particular para o guitarrista. Além de ocupar o posto de Dimebag na atual formação de turnê do Pantera, Wylde era amigo do músico e mantém uma relação próxima com seu legado. Qualquer iniciativa envolvendo material inédito dependeria, acima de tudo, da decisão dos integrantes e das pessoas responsáveis pelo acervo de Darrell.






