O guitarrista Steve Lynch revisitou o desenvolvimento do tapping com a mão direita, destacando nomes que moldaram sua abordagem. Em conversa resgatada pelo canal do jornalista Steve Rosen, Lynch não se furtou de comentar tópicos importantes sobre o tema.
Embora seja frequentemente associado à popularização da técnica, Steve Lynch reforça que sua evolução foi construída a partir de referências anteriores.
Entre elas, o papel de Emmett Chapman foi determinante.
“Ele me disse para experimentar padrões na guitarra. Naquela noite, comecei a usar todos os dedos da mão direita.”
A partir desse contato, Lynch expandiu sua técnica, passando de movimentos simples para uma abordagem mais completa e independente.
Experimentação levou a uma linguagem própria
Após o contato com Chapman, Lynch mergulhou intensamente na técnica.
O guitarrista passou a explorar padrões com múltiplos dedos da mão direita, buscando novas sonoridades e possibilidades rítmicas.
“Comecei a criar ideias e tudo soava diferente. Nunca tinha tocado algo com essa sonoridade antes.”
Essa fase de experimentação foi tão intensa que ele chegou a priorizar o desenvolvimento do tapping em detrimento de estudos formais.
O resultado foi a construção de uma identidade técnica própria, baseada em articulação e independência das mãos.
Influência de Allan Holdsworth; EVH muda o jogo
Outro nome citado por Lynch foi Allan Holdsworth. Segundo ele, a fluidez e o uso de legatos do guitarrista britânico ajudaram a expandir sua percepção sobre execução sem palhetada constante.
A influência não foi direta no tapping, mas contribuiu para o entendimento de como explorar a guitarra de forma mais ampla.
O ponto de virada da narrativa, no entando, envolve Eddie Van Halen. Ao ouvir o uso de tapping no álbum de estreia do Van Halen, em 1978, Lynch teve uma reação imediata.
“Oh, ‘drog@’! Alguém gravou isso antes de mim!”
O impacto inicial foi de frustração, já que Lynch também desenvolvia a técnica naquele período.
No entanto, a percepção mudou rapidamente. Ele passou a enxergar o movimento como um avanço coletivo para a guitarra.
Popularização da técnica abriu caminho para nova geração
Após o impacto inicial, Lynch reconheceu o papel de Van Halen na difusão do tapping. Segundo ele, o guitarrista ajudou a “quebrar o gelo” e apresentar a técnica a um público mais amplo.
Esse cenário criou um ambiente favorável para que outros músicos explorassem e desenvolvessem a abordagem.
Lynch, por sua vez, canalizou essa movimentação para outro caminho.
A partir da popularização do tapping, Lynch decidiu estruturar seu conhecimento em formato didático.
Esse processo resultou na criação de materiais educativos voltados à técnica, incluindo métodos específicos para guitarra. A iniciativa consolidou seu papel não apenas como instrumentista, mas também como referência no ensino do tapping.
A íntegra da entrevista, você pode conferir no vídeo abaixo:




