Paul Stanley abriu o baú das relíquias e mostrou a Mark Agnesi uma de suas guitarras mais especiais: uma Gibson EDS-1275 Doubleneck de 1967 no acabamento Sunburst. O instrumento aparece em um vídeo da Gibson TV e carrega não só especificações incomuns, mas também uma história digna de rock and roll.
Essa não é uma doubleneck qualquer. Além do visual chamativo, ela traz double stingers nos headstocks — um detalhe extremamente raro — e braços que, segundo Stanley, têm uma sensação incrível ao tocar, especialmente o de 12 cordas.
Mas o que realmente torna essa guitarra única é o seu caminho curioso: ela fez parte da coleção original de Paul, foi vendida em algum momento e, anos depois, acabou voltando para suas mãos de forma inesperada. Ao recuperá-la, Paul enviou uma foto para um velho amigo nada modesto: Jimmy Page. A resposta foi curta e certeira: “Está de volta ao lugar onde pertence”.
A importância do instrumento vai além da estética e da raridade. Stanley revelou que essa Gibson foi usada nas gravações de “King of the Nighttime World”, faixa do clássico Destroyer. Para chegar ao som desejado, ele recorreu ao braço superior de 12 cordas, afinado de forma aberta, buscando mais ressonância e aquele brilho característico que os fãs conhecem bem. “Se você é fã do Kiss, você já ouviu essa guitarra”, basicamente resume a história.
Confira abaixo:




