A história das palhetas de guitarra tem uma pequena obsessão por moedas. Brian May usa antigas moedas de seis pence. Billy Gibbons, do ZZ Top, já recorreu a pesos mexicanos. O motivo é simples: além de funcionarem como palhetas, elas podem acrescentar características diferentes ao ataque das cordas.
O Pink Floyd decidiu levar essa brincadeira a um lugar onde a carteira começa a pedir socorro.
Em parceria com a Royal Mint (Casa da Moeda Real do Reino Unido), a banda lançou uma palheta feita de ouro 18 quilates, inspirada na identidade visual de The Dark Side of the Moon. Apenas 10 unidades foram produzidas, e cada uma custa cerca de US$ 6.400, cerca de R$ 35.585.
Como diria o icônico apresentador Silvio Santos, em uma daquelas frases que atravessaram gerações, “ouro vale mais que dinheiro”. Neste caso, a frase ganha uma aplicação bastante literal: o dinheiro virou ouro e o ouro virou palheta.

Do bolso para as cordas
A ideia não é tão absurda quanto parece. Guitarristas usam moedas como palhetas há décadas, principalmente porque o formato e o material podem alterar a maneira como a palheta entra em contato com a corda.
Brian May é provavelmente o exemplo mais famoso. O guitarrista do Queen encontrou nas antigas moedas de seis pence uma alternativa às palhetas convencionais, explorando o metal mais macio para obter sua sonoridade característica.
Billy Gibbons segue outro caminho. O guitarrista do ZZ Top já explicou que usa pesos mexicanos, aproveitando inclusive a borda serrilhada para produzir um ataque mais áspero.
O Pink Floyd, agora, resolveu eliminar uma etapa do processo. Em vez de procurar uma moeda interessante para tocar, criou diretamente uma palheta que vale uma pequena fortuna.
Ouro, prisma e apenas dez unidades
Produzida pela Royal Mint, a palheta pesa aproximadamente 20,9 gramas e mede 40,6 mm. O acabamento é feito manualmente, e a peça traz o logotipo do Pink Floyd e o icônico prisma de The Dark Side of the Moon.
Apesar de ser claramente um item de colecionador, ela não foi concebida apenas para ficar atrás de um vidro. O projeto inclui bordas chanfradas para permitir que a peça seja efetivamente utilizada como palheta.
Para quem não pretende arriscar US$ 6.400 contra uma corda arrebentada, existe uma alternativa.
A Royal Mint também oferece uma versão em cobre, vendida por £ 39,50, cerca de US$ 54 (Cerca de R$ 275). Ela mantém o conceito e também foi desenvolvida para ser tocável.

No fim, a lógica é quase perfeita para o rock: guitarristas transformaram moedas em ferramentas musicais. O Pink Floyd simplesmente perguntou quanto custaria fazer isso com ouro.
Resposta: US$ 6.400, ou cerca de R$ 35.585.
Para mais informações, acesse o site da Casa da Moeda Real do Reino Unido.





