O brasileiro Andy Ferreira é o convidado do novo episódio do Guitarload Talks. O guitarrista foi professor assistente do Musicians Institute, mora na Califórnia há quase oito anos e construiu boa parte da carreira em cima de timbre e tecnologia digital para guitarra.
Andy também toca como sideman e produz conteúdo próprio, além de dar aulas para alunos de diferentes países. No episódio, ele conta histórias pouco conhecidas dos bastidores da carreira, fala sobre os momentos decisivos que o levaram para os Estados Unidos e revela detalhes de parcerias com marcas do mercado e algumas escolhas que quase não deram certo pelo caminho.
Da faculdade de biologia à Califórnia
Andy cursou biologia antes de cancelar a matrícula e apostar tudo na música. A mudança para os Estados Unidos veio depois, motivada pela vontade de estudar guitarra elétrica de verdade, academicamente. Foi lá que ele se aprofundou em blues, gospel, R&B e country, estilos que hoje puxa no repertório de estrada.
Timbre e o mercado de equipamentos
Equipamentos como Kemper, Quad Cortex e plugins como o NAM tomam boa parte do papo. Andy explica a lei dos retornos diminuídos: a partir de um certo valor, gastar mais em equipamento para de significar ganho real de qualidade no som.
Ele também comenta o avanço das marcas chinesas em pedaleiras digitais e como isso tem forçado fabricantes tradicionais a baixar preço e melhorar os efeitos de fábrica.
Hoje Andy tem parceria com Fender, Positive Grid e as brasileiras Collateral Effects, Cachalote, Cross Devices, Saturno e Perinetti Guitars, essa última trabalhando com ele numa guitarra assinatura.
De volta ao Brasil
Andy está de malas prontas para o Brasil, onde pretende alavancar ainda mais sua carreira e projetos como workshops, clínicas e parcerias que até o momento estavam na geladeira enquanto ele estava fora.
Tudo o que rolou na conversa
- Infância guitarrista e faculdade de biologia na UFRJ
- A decisão de trancar a faculdade pela música
- Mudança para os Estados Unidos e escolha do Musicians Institute
- Convívio com músicos de vários países e comparação com a musicalidade indiana
- Diferenças entre harmonia brasileira e jazz americano
- Versatilidade musical versus se aprofundar em um único estilo
- Como ele mergulhou no universo country nos EUA
- Origem do canal Tony Busters, criado a partir de um grupo de WhatsApp
- Debate entre pedaleiras digitais e equipamento analógico
- Histórias por trás de timbres icônicos, como o baixo do Rush e a distorção dos Beatles
- Opinião sobre brigas de guitarrista na internet e testes cegos
- Seus produtos de timbre, como impulse responses e capturas de amplificadores
- Avanço das marcas chinesas no mercado de pedaleiras
- Parcerias com Fender, Positive Grid e boutiques brasileiras
- Planos futuros, incluindo a volta ao Brasil e uma guitarra assinatura
Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:




