A edição de nº 154 da Revista Guitarload investiga cinco patentes que propuseram caminhos pouco convencionais para a evolução da guitarra. A matéria “O futuro da guitarra que nunca chegou” apresenta projetos que buscaram resolver problemas antigos do instrumento ou ampliar suas possibilidades, mas que não alcançaram presença comercial relevante.
A seleção reúne registros feitos entre 1993 e 2010 nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e França. As propostas vão de alterações pontuais na estrutura da guitarra a projetos que praticamente abandonam o formato tradicional do instrumento.
Cinco ideias para reinventar a guitarra
Entre os projetos apresentados está uma guitarra com captadores móveis, patenteada por William J. Hunter nos Estados Unidos, em 2009. A proposta permitiria ao músico deslocar os captadores sob as cordas e experimentar diferentes posições de captação sem depender de uma alteração permanente na construção do instrumento.
Outra patente, registrada pelo canadense Mario Bernier em 2010, descreve um braço articulado que poderia ser recolhido para dentro do corpo da guitarra. A solução buscava reduzir o volume do instrumento durante o transporte e incluía um mecanismo para lidar com a tensão das cordas.

A matéria também aborda uma proposta britânica de 1993 que reduzia a guitarra a uma única corda montada sobre uma estrutura metálica, sem braço convencional ou trastes. Em outra direção, um projeto de 2008 combinava dois braços de guitarra com uma seção de harpa no mesmo corpo.
Completa a seleção uma patente francesa de 1999 que propunha substituir as molas convencionais de uma ponte de tremolo por um sistema pneumático. O mecanismo utilizaria pressão de ar para ajudar a devolver o conjunto à posição de afinação.
Patentes revelam caminhos que ficaram pelo caminho
Além de apresentar os mecanismos, a reportagem contextualiza as propostas e o destino de seus registros. Os documentos consultados incluem pedidos retirados ou abandonados e projetos sem evidências públicas de uma trajetória comercial relevante.
A matéria também evita confundir o encerramento de um pedido de patente com a prova de que nenhum protótipo tenha sido construído. O foco está nas soluções descritas nos documentos e no contraste entre as possibilidades imaginadas pelos inventores e o desenvolvimento comercial da guitarra.
Ao reunir essas cinco propostas, a ed. de nº 154 da Revista Guitarload revisita uma história alternativa do instrumento, marcada por tentativas de modificar sua ergonomia, sua construção e a maneira como o guitarrista interage com ela.






