A Guitarload esteve presente nos dois primeiros dias de gravação do Guitar Pool Brasil, nos dias 23 e 24 de março, no estúdio El Prat, em São Paulo. O que podemos dizer é que a produção está altamente comprometida em entregar um reality show num nível que a cena da guitarra brasileira jamais viu.
O programa é idealizado e apresentado por Leandro Ramajo, músico e referência em Music Business, e por Daniel Stain, músico e CEO do Blue Note São Paulo. A parceria entre os dois dá ao Guitar Pool Brasil uma combinação pouco comum no mercado musical brasileiro: visão artística e compreensão profunda do que significa construir uma carreira sustentável com a guitarra nas mãos.
Daniel Sonnora e Flávia Ferrovelho entram como nomes centrais nessa dinâmica, responsáveis por introduzir os guitarristas, puxar as interações e costurar a experiência de quem está competindo.
Nesses dois primeiros dias, as oitavas de final reuniram 16 guitarristas em batalhas gravadas em estúdio, frente a frente com um time de comentaristas e especialistas do music business de alto nível. Ao fim dessa etapa, oito foram classificados para as quartas de final.
O formato, no entanto, vai muito além de uma disputa entre instrumentistas. Há um roteiro estruturado que transforma cada episódio em entretenimento puro — e que, por ora, precisa ficar nos bastidores. Sem spoilers.
Um painel de especialistas à altura do projeto
Um dos pontos que nos chamou a atenção foi o elenco de comentaristas e especialistas do music business reunido para avaliar os guitarristas. Cada etapa contou com um grupo diferente de profissionais, e os nomes reunidos ao longo dos dois dias formam um painel que garante que as decisões tomadas ali têm peso de verdade.
A lista completa desses profissionais, em ordem alfabética, é a seguinte: Amanda Souza, Anderson Botega, André Nieri, Christofer Clark, Demian Tiguez, Dney Bittencourt, Fabiano Carelli, Fabinho Lyma, Fernando Myata, Guilherme Canaes, Helena Ramajo, Kleber K. Shima, Lele Meyer, Marcinho Eiras, Marcio Sanches, Marcos Hermes, Mateus Staling, Michel Fujiwara, Nath Moura, Rafael Maluf, Rapha Dantop, Regis Tadeu, Ricardo Marins, Rick Alves, Roberto Barros, Sandro Haick, Serginho Casalunga, Sidney Carvalho, Theo Dornellas, Thiago Espirito Santo, Tico Faur, Vanessa Rainho e Yohan Kisser.
A diversidade de perfis entre os componentes do time acima também é um reflexo do que o Guitar Pool Brasil propõe: não existe um único jeito certo de tocar guitarra. O programa reconhece que a cena brasileira é ampla, plural e cheia de guitarristas com propostas sonoras distintas. Isso ficou evidente já nas oitavas de final.
O estúdio que recebeu as gravações
O El Prat não é apenas um espaço de gravação. Localizado no Morumbi, o estúdio ocupa um galpão que já na entrada apresenta uma galeria de arte, estabelecendo a proposta do lugar: arte, criatividade e técnica coexistindo no mesmo ambiente.
No andar de cima, é onde tudo está acontecendo. As salas de gravação entregam tratamento acústico cuidadoso, equipamentos de alto nível e uma atmosfera que equilibra o rústico e o contemporâneo.
O resultado é um ambiente organizado e funcionalmente pensado para que os artistas se concentrem no que importa. A equipe do estúdio, receptiva e profissional, contribuiu para que os dois dias de gravação fluíssem sem atrito.
A Guitarload acompanhou as gravações como mídia oficial do projeto e voltou do estúdio com uma certeza: o Guitar Pool Brasil não é um concurso de música no sentido tradicional. É uma produção que aposta na guitarra como veículo de entretenimento, descoberta e, quem sabe, no surgimento do grande nome da guitarra nacional de 2026.
A final acontecerá no Blue Note São Paulo, no dia 31 de maio de 2026, para convidados. Os episódios serão publicados no canal do Guitar Pool Brasil no YouTube. Fique de olho!




