A reta decisiva do Guitar Pool Brasil 2026 começou oficialmente. O 14º episódio da temporada colocou os quatro semifinalistas restantes diante de um dos testes mais exigentes da competição, combinando composição, performance ao vivo, improvisação, trabalho em equipe e controle emocional.
Ao final da disputa, Gabi Anias e Heber Nunes garantiram vaga na grande final, que acontecerá no Blue Note São Paulo.
Semifinal estreia formato com mentores
Pela primeira vez na temporada, os participantes receberam orientação direta de dois técnicos. De um lado, Sydnei Carvalho. Do outro, Fabiano Carelli.
A formação dos times foi definida por sorteio com palhetas numeradas. Sydnei conquistou a primeira escolha e montou uma equipe formada por Gabi Anias e Lucas Araújo. Carelli ficou responsável por orientar Jonas Lima e Heber Nunes.
A partir daí, os competidores receberam uma missão desafiadora: criar uma música original em apenas 20 minutos ao lado de seus mentores e apresentá-la ao vivo com participação especial do guitarrista Sandro Haick.
Mais do que técnica: o desafio era pensar como artista
Ao longo das apresentações, os jurados observaram aspectos que vão além da execução instrumental. A capacidade de compor rapidamente, organizar ideias musicais sob pressão e interagir com outros músicos tornou-se tão importante quanto a técnica.
As performances evidenciaram diferentes abordagens criativas. Alguns participantes apostaram em construções mais elaboradas harmonicamente, enquanto outros buscaram destacar personalidade, fraseado e dinâmica.
Segundo os avaliadores, a interação musical com Sandro Haick foi um dos fatores mais relevantes da etapa.
Improvisação é uma conversa sem palavras
Durante as análises, os técnicos destacaram que um guitarrista profissional precisa desenvolver a capacidade de ouvir e reagir em tempo real.
A improvisação foi tratada como uma forma de comunicação musical, exigindo atenção constante ao que acontece ao redor.
Mais do que executar frases rápidas ou complexas, os competidores precisaram demonstrar consciência musical, equilíbrio e capacidade de construir uma narrativa sonora ao lado dos demais músicos no palco.
Controle emocional também entrou na avaliação
Outro tema recorrente durante a semifinal foi a gestão da ansiedade.
Fabiano Carelli compartilhou uma reflexão baseada em sua experiência profissional, alertando que muitos músicos acabam tocando de maneira acelerada pela adrenalina do palco.
Segundo o mentor, um dos caminhos para superar esse problema é desenvolver a consciência da respiração durante a execução. A recomendação foi clara: tocar como quem canta, mantendo conexão entre intenção musical, respiração e fraseado.
Para os jurados, o preparo de um guitarrista moderno depende tanto do domínio técnico quanto da capacidade de permanecer lúcido sob pressão.
Timbre, escolhas sonoras e maturidade musical
As avaliações também abordaram a importância das decisões relacionadas ao equipamento.
Carelli ressaltou que efeitos como delay e drive devem servir à música, e não mascarar deficiências ou comprometer a clareza da execução.
A escolha adequada de timbres, captadores e níveis de ganho foi apontada como um sinal de maturidade artística, especialmente em estilos que exigem precisão rítmica e definição sonora.
Gabi Anias e Heber Nunes avançam para a final
Após as apresentações e avaliações, os técnicos escolheram os representantes de cada equipe para a decisão.
Gabi Anias foi a selecionada do time de Sydnei Carvalho, enquanto Heber Nunes garantiu a vaga pelo lado de Fabiano Carelli.
Embora tenham sido eliminados da disputa principal, Lucas Araújo e Jonas Lima permanecerão envolvidos no evento final, realizando apresentações especiais de abertura.
Com isso, o Guitar Pool Brasil chega à sua última etapa de 2026, reunindo dois finalistas que demonstraram não apenas habilidade técnica, mas também criatividade, adaptabilidade e maturidade musical diante dos desafios mais exigentes da temporada. Abaixo, você confere a íntegra do episódio:



