O Guitar Pool Brasil exibiu mais um confronto decisivo das quartas de final, desta vez colocando frente a frente os guitarristas Heber Nunes e Marcio Bach em um episódio marcado por improvisação, percepção musical e domínio de linguagem.
Logo no início, os apresentadores Leandro Ramajo e Daniel Stain reforçam a proposta da nova etapa da competição: tirar os participantes da zona de conforto e avaliar como cada músico reage diante de estilos sorteados na hora.
O gênero escolhido para o duelo foi o funk americano, exigindo dos competidores muito mais do que velocidade ou técnica isolada. O foco da prova esteve na capacidade de compreender rapidamente a harmonia da base, construir frases coerentes e desenvolver musicalidade em tempo real.
Consultores reforçam importância da imagem e posicionamento profissional
Antes das performances, os guitarristas participaram de uma mentoria com Fabinho Lyma, da Boss, e Rick Alves, da RCK, que abordaram temas ligados à carreira artística e construção de marca pessoal.
Os especialistas destacaram que o mercado atual exige mais do que habilidade instrumental. Segundo os consultores, presença digital, posicionamento artístico e identidade visual passaram a ser elementos fundamentais para qualquer músico profissional.
Além da técnica, os participantes foram incentivados a desenvolver personalidade própria na sonoridade e na forma de se comunicar com o público.
Marcio Bach aposta em timbre trabalhado e abordagem mais solta
Na primeira apresentação do episódio, Marcio Bach encarou o desafio do funk americano trazendo uma abordagem mais despojada e marcada por forte identidade sonora.
Os comentaristas destacaram o timbre refinado do guitarrista, além da construção musical baseada em pegada, uso de alavanca e fraseados mais atmosféricos.
Outro ponto observado foi sua postura mais livre durante a execução, tocando de pé e explorando uma performance mais expansiva visualmente.
Durante a análise técnica, os jurados apontaram que Marcio apresentou personalidade clara no instrumento e uma sonoridade bastante característica.
Heber Nunes chama atenção pela leitura harmônica e maturidade
Na sequência, Heber Nunes apresentou uma performance que impressionou os especialistas pela percepção musical e capacidade de adaptação ao estilo proposto.
Os comentaristas elogiaram principalmente a forma como o guitarrista conseguiu ouvir a base, identificar rapidamente os caminhos harmônicos e construir frases alinhadas ao groove do funk.
Mesmo com uma postura mais contida no palco, tocando sentado, Heber foi apontado como um músico extremamente elegante na construção dos solos e no controle da dinâmica musical.
Os jurados ressaltaram ainda sua maturidade artística e o cuidado em priorizar musicalidade acima da exibição técnica. Abaixo, você confere o duelo completo:




