O sétimo episódio do Guitar Pool Brasil mostrou que técnica e velocidade, sozinhas, não garantem sobrevivência em um ambiente competitivo.
Na disputa pela última vaga das quartas de final, Heber Nunes, de Campo Grande (MS), enfrentou Xico Barroso, de Teresina (PI), em um duelo marcado por identidade musical forte, pressão emocional e avaliações bastante técnicas.
O episódio deixou claro que o programa não procura apenas guitarristas habilidosos. O objetivo parece ser encontrar músicos completos, capazes de equilibrar execução, personalidade sonora, maturidade artística e resistência psicológica diante das câmeras e dos jurados.
Nervosismo virou tema central do episódio
Um dos momentos mais humanos do episódio aconteceu logo após a apresentação de Heber Nunes.
Ao comentar sobre sua performance, o guitarrista revelou o impacto emocional causado pela pressão do programa:
“Se tivesse uma cortina ali, eu acho que eu tocava melhor. Muita pressão, hein, gente?”
A fala acabou sintetizando um dos temas centrais do episódio: como o nervosismo interfere diretamente na execução artística.
Dentro do contexto do Guitar Pool Brasil, tocar bem não significa apenas dominar técnica. O músico também precisa manter clareza mental, precisão e controle emocional enquanto é avaliado publicamente.
Os comentaristas reforçaram justamente essa ideia ao longo das análises.
Segundo eles, ansiedade e excesso de tensão podem afetar desde pequenas questões de tempo até aspectos mais subjetivos, como construção de timbre e fluidez musical.
Xico Barroso chamou atenção pela autenticidade sonora
Do outro lado da disputa, Xico Barroso apresentou um trabalho autoral bastante ligado à fusão entre rock e elementos da música brasileira.
Os especialistas elogiaram principalmente a identidade artística do guitarrista, além da autenticidade de sua proposta musical.
Enquanto muitos participantes tendem a apostar em referências mais previsíveis do universo técnico, Xico trouxe uma abordagem mais pessoal, buscando construir uma assinatura sonora própria.
O músico também revelou que pretende utilizar a visibilidade do programa para impulsionar sua carreira instrumental, ampliar oportunidades de shows e divulgar novas composições que devem ser lançadas futuramente.
Apesar da boa recepção artística, os jurados observaram que o nervosismo acabou gerando pequenos deslizes técnicos durante a apresentação.
Segundo os comentaristas, isso comprometeu parte da clareza sonora e da consistência da execução.
Heber Nunes apostou em técnica, dinâmica e linguagem instrumental refinada
Durante sua apresentação, Heber trouxe um trabalho instrumental autoral marcado por forte preocupação com timbre, dinâmica e construção melódica.
Sua trajetória ligada inicialmente ao violão apareceu diretamente na maneira como organiza frases e articula nuances de execução. Os comentaristas destacaram especialmente a limpeza técnica, o cuidado com a sonoridade e a musicalidade presente na performance.
Outro ponto interessante foi a diversidade musical assumida pelo guitarrista. Durante o episódio, Heber revelou afinidade com música brasileira, jazz, blues, rock e pop, deixando claro um perfil menos preso a extremismos técnicos tradicionais do universo shred.
Curiosamente, o músico também afirmou que o metal não faz parte de sua linguagem principal, algo relativamente raro em realities focados em guitarra elétrica. Essa característica ajudou a construir uma apresentação mais orgânica e menos baseada apenas em velocidade.
Dê o play e confira quem venceu esse “xadrez guitarrístico”:





