O terceiro episódio do Guitar Pool Brasil aprofundou uma ideia que o reality vem consolidando desde a estreia: tocar bem não basta.
Na nova batalha da competição, Robson Lourenço, de Arujá, e Gabi Anias, de São Paulo, entraram em cena com propostas diferentes, mas com o mesmo desafio. Além da performance instrumental, ambos precisaram mostrar visão de carreira, posicionamento profissional e domínio do próprio mercado.
O resultado reforçou uma máxima repetida pelas especialistas do programa: talento técnico, hoje, é apenas o básico.
Especialistas reforçam que marcas não procuram apenas bons guitarristas
Durante o pitch de carreira, Tatiany Starling e Vanessa Rainho foram diretas: saber tocar bem é obrigação, não diferencial.
Segundo elas, marcas e patrocinadores observam principalmente presença digital, clareza de posicionamento e capacidade de gerar valor para o mercado.
Ter redes sociais estruturadas, entender qual público se deseja atingir e construir uma identidade artística clara são fatores decisivos para transformar talento em oportunidade profissional.
A experiência prática também pesa. O músico que conhece palco, equipamento e comportamento real de um setup entrega mais valor para empresas do que alguém que atua apenas no ambiente de estudo.
Essa leitura se conecta diretamente com o mercado atual, onde o guitarrista precisa ser também estrategista da própria carreira.
Robson apostou em musicalidade e presença de palco
Na performance solo, Robson Lourenço recebeu elogios pela musicalidade, pela pegada firme e pela capacidade de transformar nervosismo em expressão musical.
Os jurados destacaram sua presença de palco e a naturalidade com que trouxe influências da música brasileira para dentro da apresentação, criando personalidade e identidade própria.
Mesmo com observações pontuais sobre certa instabilidade rítmica no início da execução, os comentaristas reconheceram a qualidade técnica dos solos e a criatividade nas frases apresentadas.
Foi uma performance marcada mais pela intenção musical do que pela demonstração pura de velocidade.
Gabi chamou atenção pela precisão e maturidade musical
Na sequência, Gabi Anias apresentou uma performance que chamou atenção pelo controle técnico e pela clareza de linguagem.
Os jurados elogiaram especialmente a precisão da mão direita, o ataque de palheta e a forma como ela sustentava notas com equilíbrio entre técnica e sentimento.
Outro ponto destacado foi sua capacidade de fundir linguagens diferentes, misturando fraseado moderno, elementos clássicos e referências da música brasileira dentro de uma estrutura de rock.
Essa combinação foi vista como sinal de maturidade artística e visão musical mais ampla.
Confira a batalha, na íntegra, e descubra quem saiu com a vitória:




