O oitavo episódio do Guitar Pool Brasil encerrou oficialmente as oitavas de final do reality com um confronto marcado por contrastes estéticos, filosóficos e técnicos.
De um lado da arena, Márcio Bach apostou em construção timbrística refinada, referências oitentistas e integração entre equipamentos clássicos e tecnologia digital. Do outro, Ney Goiaba apresentou uma abordagem intuitiva, emocional e profundamente baseada em improviso, feeling e performance de palco.
A disputa definiu o último classificado para as quartas de final e reforçou um dos pontos mais interessantes do programa até aqui: não existe apenas uma maneira de se destacar como guitarrista profissional em 2026.
Márcio Bach apostou em timbres modernos construídos com referências clássicas
Durante sua participação, Bach deixou claro que sua sonoridade nasce justamente da combinação entre tecnologia atual e conhecimento profundo de equipamentos vintage.
O guitarrista explicou que utiliza recursos modernos como Kemper e pedais da Boss, mas defendeu que o músico precisa conhecer os amplificadores clássicos originais para compreender verdadeiramente como construir grandes timbres.
Segundo ele, apenas utilizar presets digitais não basta.
Márcio citou, por exemplo, amplificadores Soldano e até mesmo um antigo Rockman dos anos 90 como referências fundamentais para o desenvolvimento de sua identidade sonora atual. O músico revelou inclusive que realizou o capture digital do equipamento vintage para incorporá-lo aos próprios presets contemporâneos.
Ney Goiaba transforma improviso, visual e energia em assinatura artística
Se Márcio Bach representou a organização meticulosa dos timbres modernos, Ney Goiaba apareceu como o oposto complementar da disputa.
O guitarrista baiano apresentou uma performance construída sobre espontaneidade, emoção e improviso constante.
Durante o episódio, Ney explicou que sua proposta artística vai além da guitarra e busca funcionar como um verdadeiro espetáculo audiovisual, envolvendo performance, presença de palco, figurino e interação emocional com o público.
Sua execução chamou atenção justamente pela abordagem menos mecânica e mais intuitiva. Em vez de seguir padrões rígidos de escalas, o guitarrista afirmou que prefere “procurar as notas” durante a improvisação, permitindo que o discurso musical aconteça organicamente..
Guitar Pool Brasil reforça que identidade pesa tanto quanto técnica
Um dos aspectos mais interessantes do episódio foi justamente o contraste entre dois perfis completamente diferentes de guitarrista.
Márcio apresentou um pensamento mais arquitetado de timbre e produção sonora. Ney apareceu como uma força mais intuitiva, emocional e performática.
E, ainda assim, ambos convenceram os comentaristas dentro de suas próprias linguagens.
Essa talvez seja uma das maiores forças do Guitar Pool Brasil até aqui: mostrar que o mercado atual não procura apenas músicos rápidos ou tecnicamente impecáveis, mas artistas capazes de criar identidade verdadeira. Dê o play e confira quem venceu a última batalha desta fase do programa:
Mais do que uma simples competição entre guitarristas, o programa vem funcionando como um retrato bastante realista das múltiplas habilidades exigidas atualmente de um músico profissional.




