O guitarrista Joe Perry abriu o jogo sobre seu uso de pedais, revelando uma abordagem direta e funcional.
Mesmo com décadas de estrada, ele mantém um conceito simples: usar apenas o necessário para atingir o resultado desejado. O músico afirma que seu pedalboard principal fica armazenado com o equipamento de turnê, mas costuma manter duplicatas de alguns pedais.
A exceção fica por conta de unidades vintage, mais difíceis de substituir, como modelos antigos da Electro-Harmonix.
Klon Centaur e Echoplex moderno estão entre os indispensáveis
Entre os pedais essenciais, Perry destaca um clássico cultuado por guitarristas.
Tenho um Klon original – uns três ou quatro – e não consigo ir a lugar nenhum sem ele”
Joe Perry
O Klon Centaur aparece como peça central em seu setup, reforçando sua importância como boost e overdrive transparente.

Outro destaque é a preferência por soluções modernas que replicam equipamentos clássicos.
“A Fulltone fabrica uma cópia que é imbatível. É o melhor eco de fita que existe”, disse o guitarrista.
Aqui, Perry se refere ao Fulltone Custom Shop Tube Tape Echo, alternativa ao tradicional Echoplex.
Segundo ele, o pré-amplificador do pedal também funciona como boost, adicionando calor e presença ao timbre.
Perry chama atenção para um erro recorrente entre guitarristas: o uso inadequado de pedais de drive.
“Existe uma grande diferença entre um pedal de distorção e um pedal de boost.”
Ele explica que o boost deve ser usado para empurrar o pré-amplificador do amplificador, e não como substituto do ganho natural do amp.
Segundo o guitarrista, muitos músicos exageram na quantidade de overdrive, o que compromete a identidade sonora do instrumento.
A recomendação é clara: encontrar o timbre base no amplificador antes de adicionar qualquer efeito.
Menos pedais, mais dinâmica e controle na mão
Para Perry, a dinâmica deve vir principalmente da interação entre guitarra e amplificador.
Ele defende o uso do controle de volume da guitarra como ferramenta essencial para moldar o som. A ideia é manter o amplificador próximo da saturação e usar a mão para controlar a resposta.
Esse conceito valoriza o timbre original da guitarra, seja uma Fender Stratocaster ou uma Gibson Les Paul Junior.
Setup combina clássicos, releituras e soluções modernas
Sobre organização do pedalboard, Perry adota uma lógica prática, mas flexível. Pedais de compressão costumam vir primeiro na cadeia, enquanto delay e reverb ficam próximos ao amplificador.
Ainda assim, ele reforça que não existe regra fixa. Testes com diferentes ordens podem revelar novas texturas e comportamentos, especialmente com fuzz e modulações.
Além do Klon e do Echoplex moderno, Perry cita outros pedais presentes em seu setup. Entre eles estão o Warm Audio Jet Phaser, fuzzes clássicos e unidades com oitava.
O guitarrista também utiliza versões modernas de circuitos vintage, priorizando praticidade e confiabilidade em uso ao vivo. Essa mistura reflete uma filosofia clara: tradição e inovação podem coexistir no mesmo pedalboard.




