Joe Perry revelou que está ajustando sua configuração de guitarra para lidar com os primeiros sinais de artrite. Aos 75 anos, o músico busca alternativas para manter sua performance sem comprometer a saúde das mãos.
Conhecido por seu estilo expressivo e bends marcantes, Perry começou a sentir impactos na mobilidade, o que o levou a repensar escolhas técnicas e de equipamento.
Mudanças na configuração para preservar a tocabilidade
Para contornar a limitação, o guitarrista passou a utilizar um encordoamento híbrido. A combinação mistura cordas mais leves nas regiões graves e agudas, permitindo maior flexibilidade na execução.
Segundo Perry, a mudança facilita a realização de bends e reduz o esforço físico. A estratégia também contribui para diminuir o desgaste nas articulações, algo essencial diante do avanço da artrite.
Além disso, sua guitarra principal conta com trastes mais grossos, outro fator que favorece a pegada e o controle das notas ao longo do braço.
A “Burned Strat” segue como peça central
O músico destacou o uso de sua Fender/Warmoth “Burned Strat”, também conhecida como “Rat Strat”, como instrumento principal nesse processo de adaptação.
O modelo foi utilizado recentemente em gravações com Yungblud, demonstrando versatilidade mesmo com uma abordagem mais simples, baseada em poucos pedais.
Para Perry, a guitarra continua sendo sua escolha ideal, mesmo diante das mudanças físicas. Ele afirma que o instrumento ainda entrega a resposta necessária para diferentes timbres e dinâmicas.
Artrite e o impacto na carreira de guitarristas
A artrite é uma condição comum com o avanço da idade e pode afetar diretamente músicos, especialmente guitarristas. Entre os sintomas estão dor, rigidez e redução da mobilidade nas mãos.
Esse cenário exige adaptações técnicas e ergonômicas para prolongar a carreira. No caso de Joe Perry, as mudanças mostram uma abordagem prática para manter a performance em alto nível.
O guitarrista não é o único a enfrentar esse desafio. Keith Richards também já comentou sobre ajustes em seu setup para continuar tocando com conforto.
Adaptação como caminho para longevidade
Mesmo com os primeiros sinais da condição, Joe Perry afirma que ainda não há impedimentos para tocar. As mudanças atuais funcionam como uma forma de prevenção e adaptação.
O caso reforça a importância de entender o corpo e ajustar o equipamento conforme a necessidade, especialmente em carreiras de longa duração.




