Marty Friedman, guitarrista que marcou a fase mais celebrada do Megadeth, voltou a falar sobre sua saída da banda — e garantiu que não se arrepende nem um pouco da decisão.
Friedman entrou no grupo liderado por Dave Mustaine em 1990 e permaneceu por cerca de dez anos. Foi nesse período que ajudou a consolidar o chamado “auge” do Megadeth, com solos explosivos em álbuns como Rust in Peace, além de participações em discos fundamentais como Countdown to Extinction, Youthanasia e Cryptic Writings. No começo dos anos 2000, ele deixou a formação e acabou substituído por Al Pitrelli.
Em entrevista à Guitar World, Friedman reconheceu que mudanças em formações clássicas costumam ser um choque para os fãs. “Eu entendo que, como fã, se acontece qualquer coisa que muda sua formação favorita, isso é catastrófico”, disse. Ainda assim, ele garante que, para si, foi uma escolha certeira: “Mas para mim, foi a melhor decisão de carreira que eu já tomei”.
Segundo o guitarrista, a saída abriu espaço para que ele expandisse sua identidade musical e fosse além do rótulo de “ex-guitarrista do Megadeth”. “Não foi fácil deixar uma banda tão consolidada e com a qual eu tive tanto sucesso. Mas sair dela me permitiu superar meu papel no Megadeth em muitos níveis e criar um nicho para mim que me serviu muito bem”, afirmou.
Após deixar o thrash metal para trás, Friedman se mudou para o Japão, onde construiu uma carreira sólida e até cultuada, colaborando com nomes do J-Pop como Nanase Aikawa e o grupo idol Momoiro Clover Z, além de produzir músicas para TV e lançar discos-solo. Seu trabalho mais recente, Drama (2024), recebeu atenção especial. “Eu acho que Drama é o maior representante da minha evolução musical”, disse. “Não consigo imaginar superar isso.”
Mesmo com convites para retornar, Friedman seguiu seu caminho — embora tenha participado como convidado de dois shows do Megadeth em 2023.




