O Megadeth apresentou pela primeira vez ao vivo sua versão de “Ride the Lightning”, clássico originalmente lançado pelo Metallica em 1984. A estreia aconteceu no último domingo, 26 de abril, durante show na Movistar Arena, na Colômbia.
A performance marca mais um capítulo simbólico na reta final da trajetória da banda liderada por Dave Mustaine, que recentemente anunciou o encerramento oficial de suas atividades após quatro décadas de história no thrash metal.
A nova interpretação da faixa já havia chamado atenção quando surgiu no álbum mais recente do Megadeth, mas a execução ao vivo carregava um peso ainda maior por envolver diretamente a história de Mustaine com a composição original.
Antes de fundar o Megadeth, o guitarrista fez parte da formação inicial do Metallica e participou da criação de várias músicas do início da banda, incluindo “Ride the Lightning”.
Estreia ao vivo reforça peso histórico da faixa
A apresentação em Bogotá foi registrada por fãs presentes na arena e rapidamente ganhou repercussão entre o público de metal, principalmente pelo valor histórico da execução.
Mais do que um cover, o momento foi interpretado como uma espécie de reconciliação artística com um dos capítulos mais marcantes da carreira de Dave Mustaine.
Após décadas de rivalidade, indiretas e distanciamento, ver o Megadeth tocando “Ride the Lightning” no palco representa uma mudança significativa na narrativa entre dois dos maiores nomes da história do thrash metal.
Para muitos fãs, o gesto funciona quase como um epílogo natural para uma história iniciada no começo dos anos 1980, quando Mustaine ainda ajudava a construir as bases do Metallica antes de fundar sua própria lenda com o Megadeth.
Mustaine diz que não considera a faixa um cover
Em entrevistas recentes, Dave Mustaine explicou que nunca enxergou a gravação da música como uma simples releitura, justamente por ter participado da composição original da faixa.
“Eu compus a música dessa canção, então faz todo o sentido. Não é um cover”, afirmou à Record Collector em janeiro.
Segundo ele, a decisão de registrar a música com o Megadeth não foi motivada por rivalidade ou tentativa de reinterpretação competitiva, mas por reconhecimento de sua própria participação criativa.
“É uma música da qual eu participei, e simplesmente soa diferente. Não parece que estamos tocando uma música de outra banda”, declarou.
A fala reforça uma mudança importante no discurso de Mustaine, historicamente marcado por anos de tensão pública com o Metallica após sua saída da banda em 1983.





