Em uma época dominada por modeladores, cabeçotes e soluções digitais, Jake Kiszka acredita que muitos guitarristas deixaram um dos equipamentos mais importantes de lado: o amplificador combo.
Em entrevista à Guitar World, o guitarrista da Greta Van Fleet afirmou que os combos foram praticamente esquecidos por sua geração e defendeu que eles não apenas simplificam o timbre, mas também ajudam o músico a tocar de forma mais expressiva.
“Na verdade, eu recomendo amplificadores combo em geral. Ponto final.”
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“Eles foram esquecidos na nossa geração”
Para Kiszka, a força de um combo está justamente na simplicidade.
Segundo o guitarrista, quando um solo exige mais dinâmica, separação entre as notas e maior controle de nuances, os combos oferecem uma resposta que ele considera difícil de substituir.
“Há algo de fantástico neles. E, considerando o quanto foram usados no passado, acho que foram esquecidos na nossa geração.”
Ele acredita que reduzir a complexidade do setup faz o músico ouvir melhor sua própria execução e desenvolver mais sensibilidade ao tocar.
O Fender Champ virou protagonista no estúdio
A opinião não ficou apenas no discurso.
Durante as gravações de Palace For The People, novo álbum da Greta Van Fleet que chega em 9 de outubro, Kiszka utilizou um Fender Champ no estúdio do produtor Mike Elizondo.
A escolha reforça uma filosofia que o guitarrista já havia adotado em Starcatcher (2023), quando gravou grande parte das guitarras usando combinações de amplificadores Fender, Magnatone e Vox em vez de grandes cabeçotes e gabinetes 4×12.
Menos potência, mais personalidade
Jake também questiona a ideia de que equipamentos maiores necessariamente produzem resultados melhores.
Depois de anos usando cabeçotes Marshall e gabinetes 4×12, ele concluiu que muitos dos timbres clássicos do rock nasceram em amplificadores muito mais modestos.
“Aumente o volume daquele pequeno combo e toque com ele. Eles simplificam o que você está ouvindo, mas também amplificam você como músico e adicionam nuances.”
Para Kiszka, talvez o maior segredo dos combos não seja o volume, mas a capacidade de colocar o guitarrista no centro da experiência, em vez do equipamento.




