Como Daniel Santiago trouxe o lendário Eric Clapton para seu álbum “Song for Tomorrow”

Em entrevista à Guitarload, brasileiro revelou que convite partiu de Kurt Rosenwinkel, que mantém uma relação de amizade com Clapton
Foto: André Maya / divulgação

Chega a ser simbólico que Daniel Santiago tenha batizado seu álbum mais nostálgico com o título “Song for Tomorrow” (em tradução livre, “música para amanhã”).

O novo disco solo do artista, que já trabalhou com O Teatro Mágico, Milton Nascimento, João Bosco, Ivan Lins e Hamilton de Holanda, entre outros, busca deixar uma mensagem de esperança nas letras. Enquanto isso, explora, nas melodias, influências que vão de Clube da Esquina a Yes, de synthpop a Black Sabbath e por aí vai.

Além de um repertório sólido, Daniel contou com um timaço de músicos nesse trabalho: há participações especiais de Eric Clapton, Joshua Redman e Aaron Parks, além de Pedro Martins e Kurt Rosenwinkel na banda principal – este último também assina a produção.

Daniel Santiago e Eric Clapton

Como Eric Clapton, um dos guitarristas mais conhecidos e influentes da história, foi parar no disco de Santiago? Em entrevista à Guitarload, o artista brasileiro revelou que o convite partiu de Kurt Rosenwinkel, que mantém uma relação de amizade com o “Slowhand”.

“Tudo começou em outra música, a ‘Song for Tomorrow’. Fiz um solo para essa faixa e o Kurt achou muito complicado, queria que fosse mais melódico. Falei para o próprio Kurt gravar o solo, já que ele sabia como fazer. Demorou, mas ele gravou e ficou muito bom, parecia um cometa chegando. Daí, ele mandou o solo para o Eric, contando que estava produzindo o álbum e pedindo opinião”, afirmou, inicialmente.

Em seguida, completou: “O Eric respondeu algo tipo: ‘que demais, vocês estão repaginando o rock’. O Kurt, então, perguntou se ele queria participar de outra música, a ‘Open World’. Ele aceitou, só pediu duas semanas para pensar no que gravar, então ele foi em um estúdio e gravou”.

Daniel Santiago admite: não acreditou quando viu que Eric Clapton topou o convite. “Fiquei sem acreditar. Até falei para a minha família que só de ele ter ouvido, já estava bom, nem precisava gravar (risos). De repente, chegam as gravações de guitarra. O Kurt mandou o arquivo e disse que eu poderia ficar à vontade para editar. Até chorei enquanto ouvia”, disse.

Por fim, ele comentou: “Eric Clapton foi muito generoso comigo. Ele me fez sair de um lugar e ir para outro com apenas uma atitude. É preciso valorizar coisas assim”.

A edição 113 da Guitarload (maio de 2021) apresenta uma entrevista completa com Daniel Santiago, além de um especial sobre Gary Moore e outros artigos de destaque. A revista pode ser lida de forma gratuita, mas por tempo limitado, clicando aqui.

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