Fotos: Nuclear Blast, divulgação / Alfred Nitsch, Wikimedia, reprodução CC BY-SA 3.0

O Blind Guardian lançou, no início deste mês, um trabalho bastante aguardado por seus fãs. Com o projeto Blind Guardian Twilight Orchestra, o grupo divulgou o álbum “Legacy Of The Dark Lands”, feito com a Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga e grupos de corais.

Embora use o nome do Blind Guardian, o projeto tem a participação de apenas dois integrantes da banda: o vocalista Hansi Kürsch e o guitarrista André Olbrich. Ambos se juntaram a instrumentistas de orquestra para gravar o material, sem presença de guitarra, baixo e bateria.

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Quer saber como ficou? Ouça, a seguir, a música “Point Of No Return”. Mais abaixo, o álbum está disponível para audição na íntegra.

Sobre “Legacy Of The Dark Lands”

Lançado em CD no Brasil pela Shinigami Records, “Legacy Of The Dark Lands” era planejado desde a década de 1990 e mencionado em entrevistas.

Entre idas e vindas, o projeto só foi retomado de vez nos últimos anos, após ter sido feita uma parceria com o escritor Markus Heitz. O autor lançou um novo livro, “Die Dunklen Lande”, em março deste ano.

A obra se passa em 1629 e contém uma espécie de prelúdio à história contada no álbum. Ambos os trabalhos narram a trajetória do mercenário Nicolas e seu envolvimento na Guerra dos Trinta Anos. O enredo começa no livro e tem sequência no disco.

Ouça “Legacy Of The Dark Lands” a seguir, via Spotify ou YouTube:

Blind Guardian sem guitarra?

Um dos grandes nomes do power metal, o Blind Guardian sempre chamou atenção por suas guitarras na velocidade da luz, acompanhando a pegada acelerada da cozinha. Abrir mão dos instrumentos típicos da banda, inclusive as seis cordas tão típicas no rock/metal, para priorizar a orquestra foi uma decisão considerada curiosa.

Em entrevista concedida ao canal That Drummer Guy transcrita pelo Blabbermouth, Hansi Kürsch explicou a decisão. Ele contou, inicialmente, que a parte mais complicada de todo o trabalho foi “encontrar uma forma de ‘conquistar’ a orquestra com algo que fosse do agrado” dele. “Isso quase me desesperou. Parecia impossível. Há muita dinâmica e energia em uma orquestra. Cantar com ela foi uma experiência e tanto. Eu estava quase com medo de não conseguir”, disse.

As músicas foram compostas sem orquestra: Hansi Kürsch e André Olbrich usaram uma biblioteca programada em um computador. Ao longo do trabalho, os dois foram percebendo que não dava para encaixar guitarra, baixo ou bateria em prol dos vocais de Kürsch.

“Sentíamos que minha voz iria se encaixar daquela forma. Por isso, não usamos uma banda junto da orquestra. Porém, ao trabalhar com ela e ter essas dinâmicas, fiquei impressionado com o poder. Pensei que poderia demorar, com tanta musicalidade envolvida”, afirmou.

Kürsch e Olbrich tomaram bastante cuidado para que “Legacy Of The Dark Lands” se tornasse um trabalho mais original, ainda que precisasse abrir mão de guitarras e outros instrumentos. “Tínhamos que ajustar, não só pela voz, mas pela intensidade – para não ficar tão pesado ao estilo Blind Guardian, nem tão ‘ópera’ para não negar a nossa origem no metal. Encontrar a forma exata de se trabalhar levou uns 6 ou 7 meses”, disse o vocalista.

O resultado deixou a dupla bem satisfeita. “‘Legacy of the Dark Lands’, para mim, é a obra-prima do Blind Guardian e, talvez, a obra-prima de minha carreira”, afirmou Kürsch.

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