Se dois músicos subissem ao palco apenas com violões de nylon, a expectativa seria de um concerto acústico intimista. O Opal Ocean desafia exatamente essa ideia.
Na Guitarload hº 153, a dupla formada por Alex Champ e Nadav Tabak é destaque em uma matéria especial que revela como flamenco, rock progressivo, percussão corporal e processamento digital deram origem a uma das propostas mais originais do violão contemporâneo.
Mais do que contar a história da banda, a reportagem mostra como dois instrumentos conseguem ocupar o espaço sonoro de uma formação completa.
A coincidência que virou carreira
Antes de formarem o Opal Ocean, Alex e Nadav já haviam compartilhado boa parte da mesma trajetória sem saber.
Os dois viveram na Nova Zelândia na mesma época, tinham a mesma idade, começaram a tocar violão em períodos semelhantes e passaram anos fazendo apresentações de rua e tocando em restaurantes. O encontro só aconteceu depois da mudança para Melbourne, na Austrália, onde começaram a compor juntos em 2013.
Foi desse encontro improvável que nasceu uma linguagem própria.
Quando o violão deixa de ser apenas violão
Um dos pontos centrais da matéria da Guitarload é justamente a construção sonora da dupla.
Em vez de tratar o violão apenas como instrumento harmônico, Alex e Nadav exploram técnicas de flamenco, rasgueados, ligados, ataques percussivos e processamento digital para criar linhas de baixo, grooves, melodias e texturas simultaneamente.
O resultado frequentemente leva o público a procurar, sem sucesso, onde está escondida a bateria.
A reportagem também aborda como equipamentos da LR Baggs, Empress e Neural DSP Quad Cortex ampliam as possibilidades tímbricas sem substituir a identidade acústica dos instrumentos.

Do viral às turnês internacionais
Outro capítulo da edição revisita o momento que mudou definitivamente a carreira da dupla.
Uma apresentação de rua da música “J.A.M.”, gravada em Melbourne, viralizou nas redes sociais e levou o Opal Ocean das calçadas para festivais e turnês internacionais. Desde então, a dupla passou por eventos como o Montreux Jazz Festival, o GP de Abu Dhabi e uma extensa agenda pela Europa, Canadá, Austrália e Reino Unido.
A matéria mostra como aquele vídeo abriu a porta, mas foi a consistência artística que manteve a carreira em movimento.
Temple of the Stars e o futuro do duo
A edição de nº 153 da Revista Guitarload também explora o álbum Temple of the Stars, lançado em 2026, primeiro trabalho escrito e gravado integralmente em casa entre viagens e fusos horários.
Segundo a dupla, desta vez o conceito surgiu a partir dos próprios timbres produzidos pelos processadores digitais: o som veio antes da estética visual, invertendo um processo criativo bastante tradicional.
É um retrato de dois músicos que utilizam tecnologia não como atalho, mas como extensão da linguagem do violão.
A matéria completa sobre o Opal Ocean integra a edição 153 da Revista Guitarload, ao lado de entrevistas, reviews e conteúdos dedicados ao universo da guitarra e do violão.






