A Gibson e a Baggs apresentaram o HiFi DNA, novo sistema de captação desenvolvido para reproduzir com maior fidelidade o som dos violões acústicos quando amplificados.
A proposta parte de um problema antigo dos instrumentos eletroacústicos: transportar para o palco as características que o músico escuta quando toca o instrumento sem amplificação.
Segundo as empresas, o HiFi DNA utiliza dois sensores independentes, cada um conectado ao seu próprio estágio de pré-amplificação Classe A. A arquitetura busca preservar os sinais antes que eles sejam combinados.
A tecnologia foi desenvolvida em colaboração com Lloyd R. Baggs, fundador da Baggs. A empresa, anteriormente conhecida como LR Baggs, afirma que o sistema representa uma nova abordagem para a captação de violões.
Dois sensores para preservar o caráter do violão
O HiFi DNA utiliza uma nova plataforma de sensores descrita pela Gibson como mais leve, maior, flexível e responsiva. O objetivo é detectar não apenas a vibração das cordas, mas também o comportamento da caixa acústica.
Os dois sensores são omnidirecionais e foram projetados para responder ao instrumento como um conjunto. Dessa maneira, a proposta é capturar nuances dinâmicas, ressonância e alterações produzidas pela maneira como o músico toca.
Cada sensor recebe seu próprio pré-amplificador dedicado antes que os sinais sejam combinados. De acordo com Baggs, isso reduz as interações indesejadas que podem ocorrer quando diferentes sinais são misturados antes da amplificação.
“Agora, cada sensor tem seu próprio estágio de pré-amplificação antes de serem combinados”, explica Baggs. Segundo ele, a separação preserva detalhes que poderiam se perder quando dois sinais são combinados antecipadamente.
A Gibson compara o funcionamento dos sensores a um par de microfones, com cada elemento captando uma parte diferente do instrumento. A sobreposição entre eles busca manter uma resposta natural, sem eliminar definição e ataque.
Pré-amplificação Classe A é parte central do projeto
Um dos principais elementos do HiFi DNA é a arquitetura de pré-amplificação dupla Classe A. Cada sensor possui um circuito dedicado antes da combinação dos sinais.
A Gibson afirma que essa configuração permite manter a articulação e a dinâmica do violão com maior precisão. A empresa também destaca ganho elevado antes do início de problemas relacionados à microfonia.
Para Lloyd R. Baggs, a utilização de dois pré-amplificadores representa uma mudança importante no desenvolvimento de sistemas desse tipo.
“Nunca antes foi viável em grande escala”, afirma o fundador da Baggs sobre a arquitetura utilizada no HiFi DNA.
Robi Johns, gerente sênior de desenvolvimento de produtos da Gibson Acoustic, também destaca a capacidade do sistema de revelar diferenças entre instrumentos.
Segundo Johns, a tecnologia permite ouvir a personalidade individual de cada violão no formato amplificado. A Gibson afirma que esse resultado não era possível anteriormente em seus instrumentos.
HiFi DNA chega primeiro a modelos Gibson
O novo sistema está disponível inicialmente em uma linha específica de violões Gibson. Entre os instrumentos compatíveis estão modelos como SJ-200, J-45 e diferentes versões do Hummingbird.
A fabricante também informa que sistemas de reposição serão disponibilizados posteriormente. Isso permitirá que o HiFi DNA seja instalado em outros instrumentos, ampliando a aplicação da tecnologia.
A proposta coloca a nova captação em uma área diferente daquela ocupada por simples soluções de piezo ou microfone interno. Em vez de priorizar apenas a amplificação do sinal, o projeto tenta reproduzir a interação entre cordas, tampo e caixa acústica.
Por enquanto, a Gibson não divulgou um preço independente para o sistema de reposição nem uma data específica para sua disponibilidade avulsa.










