A Recording King decidiu mexer em uma de suas linhas mais características sem apagar aquilo que fez os Dirty 30’s chamarem atenção. A marca reformulou os violões parlor da série, combinando visual inspirado nos instrumentos dos anos 1930 com novos materiais e melhorias na construção.
O lançamento também marca um momento importante para a fabricante. Os novos Dirty 30’s Série 7 são os primeiros instrumentos apresentados pela Recording King desde a aquisição da marca pela St. Louis Music, no início de 2026.
A proposta, portanto, não é transformar os parlor em instrumentos modernos de aparência vintage. A Recording King manteve justamente o contraste entre construção tradicional, visual desgastado e recursos atuais.
Visual dos anos 30 com construção renovada
Os novos Dirty 30’s mantêm o formato compacto característico dos violões parlor, associado a instrumentos menores e bastante presentes na música popular norte-americana do início do século passado.
A nova geração utiliza uma combinação de abeto, mogno e bordo, com braço de mogno e junção em cauda de andorinha no 12º traste.
A Recording King também aplicou elementos visuais que reforçam a proposta histórica da série. Entre eles estão as tarraxas de estilo vintage, com botões na cor marfim, e as incrustações de acrílico no braço.
Outro detalhe é o acabamento com filete em espinha de peixe, presente nos instrumentos, com exceção das versões nas cores vermelho, branco e azul.
A construção ainda inclui componentes em PPS para pestana, ponte e pinos do cavalete. A ideia é preservar o aspecto tradicional sem abrir mão de materiais mais consistentes para a fabricação atual.
Cinco acabamentos e versões eletroacústicas
A nova série chega com diferentes opções de acabamento, ampliando consideravelmente a paleta visual dos Dirty 30’s.
Entre as opções estão Mogno, Preto, Vintage Burst, Azul Ártico, Vermelho, Branco e Azul.
Além das versões acústicas, a Recording King oferece modelos preparados para amplificação. Eles recebem o captador de boca RK Gold Foil, componente que também conversa diretamente com a estética vintage dos instrumentos.
Segundo a fabricante, o sistema foi pensado para entregar uma resposta limpa e natural quando o violão é conectado a um amplificador ou sistema de PA.
A combinação entre o captador e o visual clássico cria uma espécie de ponte entre duas épocas. O instrumento parece ter saído de um catálogo antigo, mas pode ocupar tranquilamente um palco contemporâneo.
Novo capítulo da Recording King
Mais do que uma atualização de catálogo, os Dirty 30’s Série 7 funcionam como o cartão de visitas da nova fase da Recording King sob a St. Louis Music.
A empresa afirma que outros lançamentos estão a caminho, enquanto a nova linha procura preservar a personalidade que tornou os Dirty 30’s conhecidos.
No mercado internacional, os modelos acústicos da série Dirty 30’s 7 têm preço sugerido de US$ 239,99, cerca de R$ 1.240 em conversão direta. Já as versões eletroacústicas custam US$ 279,99, aproximadamente R$ 1.445, sem considerar taxas e impostos.






