Com uma coleção que ultrapassa 600 guitarras, incluindo modelos históricos e alguns dos instrumentos mais valiosos do planeta, Joe Bonamassa acredita que encontrar a guitarra perfeita não depende de preço, raridade ou potencial de valorização. Para o bluesman, basta responder a uma pergunta simples.
Segundo Bonamassa, antes de comprar qualquer instrumento, ele se pergunta: “Se essa guitarra não valesse absolutamente nada no futuro, eu ainda a amaria e continuaria tocando?”
“Se a resposta for sim, você está no caminho certo”, afirmou o guitarrista em entrevista à Guitar Player. “Essa é a guitarra dos seus sonhos.”
Uma coleção construída para tocar
Recentemente, Bonamassa revelou que pretende desacelerar sua busca por novos equipamentos. Depois de décadas colecionando instrumentos, ele afirma ter chegado a um ponto de saturação e prefere redescobrir os timbres das guitarras que já possui.
Sua coleção reúne peças históricas, como diversas Gibson Les Paul Burst originais, Fender Stratocaster em acabamentos raros, a lendária “Bolin Burst”, de Tommy Bolin, e uma Gibson Flying V Korina 1958, adquirida por mais de US$ 400 mil.
Apesar do valor desses instrumentos, Bonamassa faz questão de destacar que eles não permanecem guardados.
“Eu toco tudo o que tenho. Não gosto da ideia de deixar guitarras expostas apenas como decoração.”
O valor não está na etiqueta
Para Bonamassa, o maior erro de muitos colecionadores é enxergar guitarras apenas como investimento financeiro.
Segundo o músico, o critério mais importante é a conexão que o instrumento desperta no guitarrista, independentemente do preço ou da fama do modelo.
Ele explica que a guitarra ideal pode ser tanto uma raríssima Les Paul vintage quanto um instrumento simples, desde que inspire seu dono a tocar.
“Se a guitarra dos seus sonhos for uma Harmony Rocket de 1965 toda detonada, que passou por um incêndio e uma enchente, então essa continua sendo a guitarra dos seus sonhos.”
Uma filosofia acima do mercado
A declaração resume a forma como Bonamassa encara sua coleção. Mesmo sendo proprietário de alguns dos instrumentos mais cobiçados do mercado, o guitarrista acredita que o verdadeiro valor de uma guitarra está na vontade que ela desperta de continuar sendo tocada.
Para ele, o melhor investimento não é aquele que promete maior retorno financeiro, mas o instrumento que continua fazendo sentido mesmo que seu valor de mercado um dia desapareça.





