Eric Gales tem uma nova guitarra signature, feita em parceria com a Kiesel e lançada no início de 2026. Um modelo parecido com uma Stratocaster e, nas palavras dele, com um visual chamativo exatamente como curte, mas sem deixar a tocabilidade de lado.
Em entrevista à Premier Guitar durante antes de um show na Grécia, o guitarrista contou por que fechou o acordo e como faz para manter, ao mesmo tempo, parcerias com Kiesel, Magneto e PRS Guitars.
A Kiesel já estava na mira di guitarrista havia um bom tempo. O acordo saiu ao lado de Jeff Kiesel, e o resultado é essa guitarra de formato próximo ao de uma Strat, com bastante “bling”, o jeito dele de descrever os detalhes brilhantes e dourados que gosta de ver num instrumento.
A aparência é parte da história, mas não toda. Gales faz questão de falar da resposta ao toque e diz que o preço ficou no ponto certo, nem barato nem caro demais.
“Quero que quem não toca olhe e diga: nossa, isso parece uma obra de arte.”
Como Eric Gales concilia parceria com três marcas de guitarra
Segurar três endorsements ao mesmo tempo não é comum, e é aí que a conversa fica boa. Além da Kiesel, Gales tem parceria com a Magneto e com a Paul Reed Smith, e diz que isso só funciona por causa de um combinado bem específico entre as partes.
O que importava para ele era poder tocar o que quisesse sem arrumar briga.
“A grande questão para mim é poder tocar o que eu quiser sem ter que lidar com advogados.”
O acordo é simples: em determinados momentos dos shows, Gales se compromete a dar palco às marcas parceiras, tocando os instrumentos delas. Segundo o guitarrista, essa é a única obrigação que assume, e cumprir esse combinado não pesa em nada para quem ama tocar com essas guitarras.
O dilema de escolher poucas guitarras entre quase 80
Essa liberdade toda cobra um preço na estrada. Nas turnês que a banda viaja de avião e não dá para levar toda a estrutura de trailers e equipamentos, Gales tem que cortar o número de instrumentos de forma drástica.
Em casa é outra história. Ele viaja com uma coleção enorme e troca de guitarra a cada música. Nas datas fora do país, vai só com uma principal e uma reserva, duas no total. A dificuldade está justamente em reduzir tudo isso quando se tem aproximadamente 80 guitarras à disposição, ainda mais com várias marcas querendo ver o próprio instrumento na mão dele no palco.
Quem decide, no final, é o gosto. Gales escolhe as guitarras com que se sente confortável e faz questão de dizer que não fica com uma marca só pelo nome dela.
“Não estou com uma marca só por causa de quem ela é. Estou porque teve um motivo para eu escolher, porque eu gosto da guitarra, e isso tem que vir em primeiro lugar.”
O resto, para ele, é bônus.
Confira a entrevista completa no canal da Premier Guitar:




