O músico Jason Isbell revelou que uma das marcas sonoras de “24 Frames”, um de seus maiores sucessos, nasceu diretamente de uma ideia criada por George Harrison durante a era dos Beatles.
Segundo Isbell, a atmosfera hipnótica da faixa veio da sobreposição de duas linhas idênticas de slide guitar, reproduzindo uma técnica usada por Harrison em “My Sweet Lord”.
O músico descreveu a abordagem como “o velho truque do George Harrison” e afirmou que ela “funciona sempre”.
Jason Isbell explica a técnica usada em “24 Frames”
Durante entrevista ao jornal The Sun antes da turnê britânica do The 400 Unit, Isbell comentou os bastidores de algumas de suas músicas mais conhecidas.
Ao falar sobre “24 Frames”, lançada em 2015, o guitarrista admitiu que repetiu exatamente a mesma linha de slide guitar em duas camadas diferentes para criar profundidade sonora.
“Talvez eu tenha repetido duas partes de slide guitar exatamente iguais nessa música”, afirmou.
Logo depois, o músico revelou a origem da ideia.
“É o velho truque do George Harrison em ‘My Sweet Lord’, e funciona sempre.”
A técnica ficou marcada no clássico lançado por Harrison em 1970, especialmente pela sensação de expansão melódica criada pelas guitarras em slide sobrepostas.
No caso de “24 Frames”, Isbell utilizou o mesmo conceito para construir uma textura mais emocional e envolvente.
A influência de George Harrison segue viva entre guitarristas
A declaração de Jason Isbell mostra como as ideias de George Harrison continuam influenciando músicos décadas após o fim dos Beatles.
Embora frequentemente lembrado por composições e melodias discretas, Harrison também ajudou a popularizar abordagens pouco convencionais de guitarra dentro do rock.
Seu trabalho com slide guitar se tornou uma das assinaturas mais reconhecíveis de sua carreira solo, especialmente em músicas como:
- “My Sweet Lord”
- “Give Me Love”
- “What Is Life”
Ao longo dos anos, diversos guitarristas incorporaram elementos semelhantes em gravações modernas, especialmente artistas ligados ao country alternativo, folk rock e americana.
Jason Isbell diz que guitarra ainda é “hobby”
Mesmo consolidado como um dos principais nomes da música americana contemporânea, Isbell afirmou que ainda encara a guitarra de maneira quase recreativa.
Segundo ele, cantar, compor e fazer turnês representam o trabalho profissional. Já tocar guitarra continua sendo um prazer pessoal.
“Se me deixarem sozinho por algumas horas, eu simplesmente sento e toco guitarra”, explicou.
O músico comparou sua relação com o instrumento ao hobby de miniaturas desenvolvido por sua companheira, destacando que tocar guitarra ainda funciona como um espaço de experimentação e relaxamento.




