O italiano Matteo Mancuso é considerado por nomes como Steve Vai, Joe Bonamassa e Al Di Meola um dos guitarristas mais relevantes da atualidade. Sua abordagem sem palheta mistura técnica clássica, flamenco, jazz e rock de forma singular.
Mancuso revelou, em entrevista recente ao Ultimate Guitar, dicas essenciais para quem quer mandar bem no fingerstyle aplicado na guitarra elétrica. Abaixo, você confere as dicas sugeridas por ele.
Free stroke e rest stroke: funções distintas
Dominar os dois tipos de toque é indispensável para adotar o fingerstyle na elétrica. No free stroke, o dedo não descansa na corda adjacente após tocar a nota, o que exige mais controle. Já o rest stroke — o picado — oferece maior clareza sonora na linha melódica. Mancuso afirma preferir o segundo para melodias justamente por essa definição de ataque.
A posição do pulso também interfere diretamente no resultado. O guitarrista demonstra que o punho deve estar em ângulo de aproximadamente 45 graus em relação às cordas. Forçar o pulso além desse ponto compromete os tendões e reduz o conforto na execução prolongada.
Mão esquerda: menos movimento, mais precisão
A mão esquerda de Mancuso segue um princípio direto: o menor deslocamento possível para executar cada passagem. A guitarra clássica foi o ponto de partida para incorporar essa lógica no braço da elétrica.
Na elétrica, a força exigida na mão esquerda é menor do que em outros contextos. Por isso, Mancuso orienta que o guitarrista evite sobrecarregar os dedos mesmo em linhas mais complexas.
Técnica construída a partir de múltiplas referências
Mancuso não atribui sua abordagem a uma única escola. Ele a descreve como uma combinação de técnica de baixo e guitarra clássica, aprendida na adolescência e raramente aplicada na guitarra elétrica.
Nos trechos escalares, utiliza padrões de dedilhado flamenco no estilo a-m-i. Para arpejos e acordes quebrados, alterna para a posição de free stroke com p-i-m-a. Essa variação constante é o que sustenta velocidade e controle ao mesmo tempo.
A escuta ampliada é outra ferramenta técnica relevante. Um ponto recorrente nas declarações de Mancuso é a escuta de instrumentos fora da guitarra. Ele cita o saxofone como referência: por ser um instrumento monódico, trabalha fraseado e improvisação de forma muito direta. Essa escuta diversificada moldou seu vocabulário musical ao longo dos anos.





