A guitarra barítona é uma das marcas do som de Mark Lettieri, e quem acompanha de perto a carreira do guitarrista consegue perceber isso. Mas o instrumento entrou na vida do guitarrista quase por acidente. Em entrevista exclusiva ao Guitarload Talks, o guitarrista do Snarky Puppy contou como uma ferramenta de estúdio virou parte do seu som e hoje aparece em cerca de um terço dos seus shows.
O primeiro contato com a guitarra barítona foi despretensioso. Lettieri foi se familiarizando com o instrumento nas sessões de gravação e reparou que o próprio Snarky Puppy já vinha usando um pouco. Gostou da ideia e comprou uma unidade só para ter em casa, como recurso de estúdio, caso algum trabalho pedisse aquele timbre.
O que ele não esperava era abrir uma vertente inteira do seu som a partir daí. Lettieri chama de “coincidência estranha” a ideia de tocar funk na barítona, bem longe do uso mais comum do instrumento.
Da coincidência estranha ao Grammy
O ponto de virada veio por volta de 2015, quando o Snarky Puppy trabalhava no disco Culture Vulture. Lettieri quis escrever uma música para a banda e resolveu experimentar a barítona para ver no que dava. Saiu daí “Jefe”, seu primeiro tema com groove pensado para o instrumento.
Depois disso, o guitarrista passou a publicar vídeos curtos tocando esses improvisos, o que deu tração à ideia. Com o tempo, produziu discos inteiros voltados ao instrumento, num trabalho que lhe rendeu uma indicação ao Grammy.
Hoje cerca de um terço do repertório que ele leva ao palco é de músicas de barítona. Mesmo assim, o instrumento divide espaço com as outras facetas do guitarrista, que transita entre jazz, funk, rock, metal e progressive sem largar nenhuma dessas raízes.
Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:




